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Açude Orós sangra pelo 2º ano seguido e reforça segurança hídrica no Ceará

O Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, voltou a sangrar nesta quarta-feira (15) ao ultrapassar sua capacidade máxima de 1,94 bilhão de metros cúbicos. O fenômeno se repete após o registro em 2025, quando o açude verteu em 27 de abril, após 14 anos sem atingir o nível de sangria.

Com isso, o Orós reforça a vazão do Rio Jaguaribe até o Açude Castanhão, o maior do estado. Atualmente, o Castanhão opera com 26,3% da capacidade e envia cerca de 6 mil litros de água por segundo para Fortaleza por meio do Eixão das Águas, conforme definição dos Comitês de Bacia do Jaguaribe, Banabuiú e Salgado.

Foto: Reprodução

Além de sua importância no sistema hídrico, o Orós também é fundamental para o abastecimento de três hidrossistemas: Orós–Feiticeiro, Orós–Lima Campos e Orós–Jaguaribe, que garantem água para consumo humano, irrigação e atividades econômicas em diversos municípios cearenses.

De acordo com os dados hídricos, a sangria deve continuar pelos próximos dias, com contribuição das águas do Açude Muquém, em Cariús, que ajudam a manter o volume do reservatório.

Atualmente, 26 açudes monitorados no Ceará estão sangrando em diferentes regiões hidrográficas:

  • Alto Jaguaribe: 7 açudes
  • Salgado: 5 açudes
  • Acaraú: 4 açudes
  • Coreaú: 3 açudes
  • Sertões de Crateús: 3 açudes
  • Litoral: 2 açudes
  • Região Metropolitana de Fortaleza: 1 açude

No total, o Ceará acumula 8,66 bilhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 47,18% da capacidade total dos reservatórios.

Apesar do cenário positivo, 31 açudes seguem com volume abaixo de 30%, com situação mais crítica nas bacias dos Sertões de Crateús, Médio Jaguaribe e Banabuiú.

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