
Ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, (Rede Sustentabilidade), conhecida por sua atuação em pautas ligadas à preservação ambiental e aos povos originários, comentou na noite desta segunda-feira (15) uma proposta defendida por integrantes da oposição no Ceará que prevê a extinção de secretarias criadas durante a gestão do governador (PT).
Marina esteve em Fortaleza para receber o título de Doutora Honoris Causa concedido pela (UFC), ocasião em que repercutiu declarações do ex-deputado federal , aliado de e apoiador de sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
Em entrevista a um podcast local, Wagner comentou a possibilidade de revisão da estrutura administrativa estadual caso o grupo político chegue ao comando do Executivo.
“Fiquei tão feliz quando escutei da boca do Ciro. Ele já falou em entrevistas que vai extinguir as 17 secretarias que Elmano criou. Isso me dá mais tranquilidade ainda para dizer o porque de eu estar apoiando o Ciro”, afirmou.
Em 2023, o governo estadual instituiu novas pastas, entre elas as Secretarias da Igualdade Racial, dos Povos Indígenas e das Mulheres. Para Marina Silva, a eventual extinção dessas estruturas representaria um retrocesso nas políticas públicas voltadas a grupos específicos.
“Existem políticas de apoio a essas comunidades. Acabar com essas Secretarias, sejam de Povos Indígenas ou de Meio Ambiente, é mais do que retrocesso: é uma verdadeira regressão. Acredito que o povo do Ceará não vá permitir nenhum tipo de retrocessos: temos de estabelecer os ganhos, estabilizar e avançar”, destacou.
A ex-ministra também relembrou declarações do ex-presidente (PL) relacionadas às políticas voltadas aos povos indígenas e à preservação ambiental.
“Quando o presidente Bolsonaro estava na campanha em 2022, ele disse que com ele os povos indígenas não teriam vez e não seria criado um centímetro de unidade de conservação. Ali houve incentivo grande à invasão de garimpeiros. Vocês viram o que aconteceu com os Yanomami”, observou.
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