A deficiência de vitamina B12 pode estar por trás de sintomas como esquecimento frequente, dificuldade de concentração, irritabilidade, cansaço persistente e sensação de confusão mental. O alerta integra um consenso publicado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), que destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar danos neurológicos potencialmente irreversíveis.
Essencial para o funcionamento do organismo, a vitamina B12, também chamada de cobalamina, participa da formação da mielina, estrutura que protege os neurônios. Além disso, também atua na síntese de DNA e em funções relacionadas ao metabolismo celular, ao sistema imunológico e à saúde cerebral.
De acordo com os especialistas, as manifestações da deficiência podem ser confundidas com transtornos como ansiedade e depressão, dificultando a identificação do problema. Por isso, a avaliação clínica e a realização de exames são fundamentais para confirmar o diagnóstico.

Entre os grupos mais vulneráveis estão vegetarianos e veganos, idosos, gestantes, pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, usuários de medicamentos que reduzem a acidez gástrica, pessoas que utilizam metformina, pacientes com doença de Crohn, pessoas com retocolite ulcerativa e indivíduos com doença celíaca. Pessoas com síndrome do intestino irritável, mulheres com histórico de infertilidade ou abortamento, imunossuprimidos, pessoas com mielopatia e pacientes com esclerose múltipla também precisam redobrar a atenção.
Danos
Mesmo consumindo alimentos de origem animal, uma pessoa pode desenvolver deficiência de vitamina B12. Isso ocorre porque a absorção da vitamina depende de mecanismos que envolvem o estômago e o intestino, podendo ser prejudicada por doenças, cirurgias ou uso de determinados medicamentos.
As consequências da deficiência incluem anemia, formigamentos, dormência, alterações cognitivas e outros sintomas neurológicos. Em crianças, o problema pode comprometer o desenvolvimento, já entre idosos pode contribuir para depressão, quedas e declínio cognitivo.
Diagnóstico e tratamento
Para diagnosticar a condição, são utilizados exames laboratoriais aliados à avaliação médica. Segundo o consenso, pessoas que apresentam fatores de risco ou sintomas compatíveis devem ser investigadas para permitir o início precoce do tratamento.
Quanto ao tratamento, a reposição da vitamina pode ser feita por diferentes vias, como oral, intramuscular e sublingual. O documento destaca que a suplementação sublingual tem apresentado resultados eficazes e vem ganhando espaço como alternativa prática para prevenção e tratamento da deficiência.
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