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Compliance Zero: senador Jaques Wagner está entre os alvos de operação da PF

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/06) durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. No centro das investigações está a suspeita de que Jaques tenha recebido um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões, localizado em Salvador, como suposta vantagem indevida concedida por Augusto Lima.

Conforme as apurações da Polícia Federal, uma troca de mensagens ocorrida em novembro de 2024 indica que o senador encaminhou ao empresário informações relacionadas ao imóvel. Entre elas o número da unidade, o valor do apartamento e o contato de um representante da construtora responsável pelo empreendimento.

Compliance Zero: senador Jaques Wagner está entre os alvos de operação da PF
Foto: Alessandro Dantas

Já no dia seguinte, segundo os investigadores, o parlamentar teria enviado também o material digital de apresentação do imóvel, documento utilizado para divulgação comercial do empreendimento. A linha investigativa da PF busca esclarecer se a aquisição do apartamento foi realizada por meio de estruturas societárias e financeiras ligadas ao grupo sob investigação, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos empregados na operação.

Além das ordens de busca, a decisão judicial determinou medidas cautelares contra os investigados, entre elas a suspensão de passaportes e a proibição de comunicação entre os envolvidos. Em nota oficial, a Polícia Federal informou que os fatos analisados podem, em tese, caracterizar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Por meio de sua defesa, Augusto Ferreira Lima afirmou considerar desnecessárias as diligências executadas nesta fase da operação. Os advogados destacaram que o empresário está à disposição das autoridades há cerca de seis meses para prestar esclarecimentos sobre o caso.

Na avaliação da defesa, as medidas adotadas pela PF deverão contribuir para comprovar a legalidade dos fatos que estão sendo objeto da investigação. Jacques, por sua vez, não se pronunciou sobre o caso.

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