Grande parte da Europa enfrenta uma intensa onda de calor que já provocou ao menos 40 mortes por afogamento na França desde o último dia 18 de junho. Segundo o governo francês, a maioria das vítimas é formada por jovens que buscaram rios, canais e outras áreas de banho para escapar das altas temperaturas.

Nesta terça-feira (23), grande parte do território francês permanece sob alerta severo para calor extremo. As temperaturas devem se aproximar dos 40°C em diversas regiões, podendo alcançar até 43°C em áreas do oeste do país. O país também registrou a tarde e a noite mais quentes desde o início dos registros, em 1947.
Além dos afogamentos, duas crianças, de 2 e 4 anos, morreram após serem encontradas inconscientes dentro do carro da família no sudeste da França.
Calor extremo afeta transporte e economia
Os impactos das altas temperaturas também atingem a rotina da população. Em Paris, passageiros enfrentam dificuldades nos transportes públicos e alguns serviços ferroviários precisaram ser interrompidos, incluindo trajetos entre a capital francesa e Bruxelas.
A onda de calor também afeta outros países europeus, como Reino Unido, Itália, Espanha e Suíça. Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu alerta máximo para 15 cidades. Já no Reino Unido, meteorologistas preveem temperaturas de até 37°C no sul da Inglaterra, com possibilidade de novos recordes para o mês de junho.
Especialistas explicam que o fenômeno é provocado por um padrão atmosférico conhecido como “bloqueio ômega”, que favorece a permanência de massas de ar quente sobre determinadas regiões por vários dias. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, a Europa está se aquecendo em ritmo superior à média global, tornando eventos extremos de calor cada vez mais frequentes.


