A produção de veículos elétricos da MG Motor no Brasil terá o Ceará como base industrial a partir de 2026. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (25/06) e prevê investimento inicial de R$ 400 milhões, com estimativa de criação de cerca de 600 empregos diretos e indiretos.
Com operação prevista para ocorrer no município de Horizonte, a iniciativa será desenvolvida em parceria com a Comexport, dentro da planta automotiva já instalada na região. A expectativa da montadora é alcançar a produção de 50 mil unidades ao longo dos próximos quatro anos.
Entre os modelos confirmados para a linha de montagem estão o MG4 Urban, hatch elétrico inédito no mercado brasileiro, e o MG S5, SUV já comercializado em outros países. Até o momento, apenas o preço do MG S5 foi divulgado, fixado em R$ 199 mil, enquanto o MG4 Urban ainda não teve valor definido.

No evento de lançamento, a MG Motor Brasil destacou o papel estratégico do país para seus planos de expansão. O head de marketing e produto da empresa, Thiago Marques, afirmou que a escolha do Brasil faz parte de uma estratégia de crescimento global da marca.
“É com grande orgulho que anuncio hoje a fabricação nacional dos veículos MG aqui no Brasil, a partir de 2026. Essa iniciativa será realizada por meio de uma parceria estratégica com a Comexport, utilizando a moderna e flexível Planta Automotiva do Ceará, localizada em Horizonte”, disse.
Além do investimento principal de R$ 400 milhões, a montadora informou que outros R$ 340 milhões serão destinados a áreas como infraestrutura, capacitação de mão de obra e inovação tecnológica. A estratégia inclui ainda a ampliação da rede de concessionárias, que deve ultrapassar 70 pontos de venda até o fim de 2026.
O anúncio ocorre em meio à renovação, pelo Governo Federal, da cota de importação de veículos elétricos desmontados e semidesmontados sem cobrança de imposto. A medida foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) e terá validade de seis meses, a partir de julho de 2026, com limite de US$ 463 milhões.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a decisão busca equilibrar preços no mercado e estimular a competitividade do setor automotivo. Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, a medida procura conciliar interesses da indústria e dos consumidores.
Pelas regras definidas, veículos montados no Brasil em regime CKD e SKD permanecerão isentos de imposto de importação dentro do limite estabelecido. O Governo Federal também destacou o peso do setor automotivo na geração de empregos no país.
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