
O Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas no Estado do Ceará (Sindserrarias) reuniu seus associados nesta quinta-feira (25/06), na Casa da Indústria, para debater diversos temas estratégicos. O destaque foi o lançamento da campanha “Madeira Legal é Top” e do Selo Madeireira Certificada CE, iniciativas desenvolvidas no âmbito do projeto Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Setor Madeireiro do Estado do Ceará. O projeto é resultado da parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sebrae Nacional, que, por meio de diferentes ações, apoia sindicatos vinculados à Federação promovendo capacitação, inovação e aumento da competitividade das empresas associadas.
De acordo com o presidente do sindicato, Absalão Miranda, o objetivo da campanha é fortalecer a imagem e consolidar uma percepção positiva do setor madeireiro junto à sociedade, além de valorizar as empresas que atuam com responsabilidade ambiental e em conformidade com as normas específicas desse segmento, combatendo a concorrência desleal gerada pela comercialização de produtos sem procedência comprovada.
Com a iniciativa, o setor busca transformar antigos desafios de imagem em uma oportunidade de modernização e ampliação da visibilidade da madeira legal. A proposta é criar um movimento capaz de ampliar a competitividade do setor e o reconhecimento das empresas comprometidas com a transparência e a sustentabilidade.
“O futuro do setor madeireiro passa pela legalidade, pela sustentabilidade e pela união das empresas comprometidas com o desenvolvimento responsável. O Sindserrarias acredita que a campanha Madeira Legal é Top e o Selo Madeireira Certificada CE representam um passo importante nessa direção, beneficiando empresários, consumidores, o meio ambiente e toda a sociedade”, pontuou.
Absalão destacou ainda que a iniciativa contribuirá para elevar o nível de qualidade do mercado madeireiro cearense, tornando o Ceará referência em responsabilidade e inovação no segmento florestal e madeireiro.
“O projeto tem potencial para promover uma transformação positiva em toda a cadeia produtiva. Ao fortalecer a cultura da legalidade, contribuímos para reduzir práticas irregulares e melhorar a percepção da sociedade sobre o setor madeireiro. A madeira é um recurso renovável quando manejado corretamente, e iniciativas como essa ajudam a demonstrar que desenvolvimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos”, afirmou.
Frentes complementares
Durante a apresentação da campanha, o consultor Pedro Breckenfeld explicou que a proposta está estruturada em duas frentes complementares: uma campanha educativa voltada à conscientização do mercado e um selo certificador destinado a valorizar as empresas que atuam com responsabilidade ambiental e conformidade.
A campanha foi concebida como um grande movimento de disseminação de conteúdos e informações sobre o setor, os diferentes tipos de madeira consumidos no estado e a importância da legalidade e da sustentabilidade, utilizando plataformas digitais, materiais educativos e ações de capacitação. A iniciativa busca alcançar a sociedade como um todo, incluindo empresários, profissionais da construção civil, arquitetos, designers e consumidores. A participação na campanha educativa poderá ocorrer imediatamente, por meio da divulgação dos conteúdos junto a clientes, parceiros e colaboradores.
Já a segunda frente é o Selo Madeireira Certificada Ceará, uma certificação voltada exclusivamente às empresas associadas ao Sindserrarias que comprovam a conformidade documental, rastreabilidade dos processos e compromisso ambiental, funcionando como um instrumento de diferenciação e reconhecimento para os negócios que atendem às exigências legais e às boas práticas setoriais.
Para obtenção do selo, as empresas deverão realizar cadastro em portal específico do sindicato, preencher formulário cadastral e encaminhar a documentação comprobatória exigida para análise técnica. Após a validação, receberão o certificado oficial e um conjunto de materiais de divulgação para utilização em canais institucionais, redes sociais, veículos e espaços físicos das empresas.
“A campanha funciona como um grande guarda-chuva de conscientização e educação, falando sobre os diferentes tipos de madeira consumidos localmente, tendências e valorizando o segmento de forma ampla. Dentro dela, surge também o Selo Madeireira Certificada Ceará, que é uma identificação clara, direta e objetiva das empresas que cumprem todas as exigências legais e atuam com responsabilidade. A certificação pretende ampliar a confiança do mercado e fortalecer a imagem das empresas junto a clientes, fornecedores e instituições”, esclareceu Pedro.
Outra ação importante será a capacitação das equipes comerciais das empresas associadas. Estão previstos treinamentos voltados ao fortalecimento das estratégias de vendas e à comunicação unificada dos diferenciais da madeira legal, contribuindo para que os profissionais do setor transmitam ao mercado uma mensagem consistente sobre qualidade, legalidade e sustentabilidade. A iniciativa também contempla a distribuição de materiais físicos, como cartazes, certificados impressos e itens de identificação para aplicação em frotas e instalações das empresas.
Durante a reunião, foi destacado que o sucesso da campanha dependerá da adesão coletiva dos empresários e do engajamento de todos os colaboradores das empresas participantes. Entre os encaminhamentos definidos estão a incorporação da campanha em apresentações institucionais, a utilização do selo em sites, assinaturas de e-mail e materiais promocionais, além da criação de um banco de informações com os canais digitais das empresas associadas para viabilizar ações coordenadas de comunicação.
Além do lançamento da campanha, a reunião abordou outros assuntos de interesse dos associados. Entre eles, a contratação de consultorias técnicas, auditorias e treinamentos específicos para as empresas; a missão empresarial à Canton Fair, na China, prevista para outubro; os preparativos para a participação coletiva na feira Expo Construir; os impactos do aumento dos fretes e dos preços da madeira no mercado; e ações voltadas ao fortalecimento da comunicação e da gestão sindical.


