Suspeitas relacionadas à contratação de obras públicas com recursos federais são investigadas pela Polícia Federal em três municípios do Ceará. A Operação Contrapiso foi deflagrada nesta quarta-feira (09/09) em Carnaubal, Madalena e Guaraciaba do Norte para apurar possíveis fraudes em licitações, corrupção e desvio de dinheiro público. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação. Entre os alvos estão uma empresa, um de seus sócios-administradores, dois agentes públicos municipais e as sedes das três prefeituras envolvidas nos contratos. A destinação dos valores repassados pela União está entre os pontos analisados pelos investigadores.
A PF informou que os documentos e dispositivos apreendidos serão utilizados na instrução do inquérito e na identificação da atuação individual dos suspeitos. Também serão apuradas eventuais irregularidades cometidas por integrantes de secretarias municipais e comissões de licitação.

Em Guaraciaba do Norte, os contratos sob apuração envolvem R$ 3.949.914,62 em recursos federais, segundo informações divulgadas pela Prefeitura. Os valores estão relacionados a três tomadas de preços vencidas pela empresa Construmax Edificações Ltda., referentes a obras nas áreas de Saúde e Educação.
Entre os contratos citados está uma obra de reforma de três Unidades Básicas de Saúde, no valor de R$ 1.974.957,31. Outros dois procedimentos tratam da reforma de quadras de areia em cinco localidades, orçada em R$ 764.068,75, e da reforma da quadra da Escola José Florêncio, com valor de R$ 469.298,36.
Os fatos investigados pela PF em Guaraciaba do Norte são referentes à gestão do ex-prefeito Adail Machado, entre 2017 e 2019, conforme informou a atual administração municipal. A Prefeitura declarou que recebeu os agentes federais por volta das 6h e forneceu os documentos solicitados durante o cumprimento da ordem judicial.
A operação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF). Conforme a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de capitais. A investigação prossegue com a análise do material recolhido.
As demais prefeituras não se manifestaram sobre o caso.
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