Treze notificações de suspeita de perda de visão relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras estão sob investigação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os registros envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro, medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.
Entre os casos analisados estão pacientes diagnosticados com neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA), uma lesão rara no nervo óptico que pode provocar perda permanente da visão. A agência, no entanto, ressalta que a ocorrência da doença em pessoas que utilizam os medicamentos não comprova uma relação de causa e efeito. O painel de farmacovigilância também contabiliza 74 notificações de outras complicações visuais entre usuários das canetas.

Nos Estados Unidos, o tema ganhou repercussão após o The Wall Street Journal informar que pacientes processaram a Novo Nordisk, fabricante de Ozempic, Rybelsus e Wegovy, alegando risco de perda de visão associado à NOIA. A empresa declarou que análises de seus ensaios clínicos não apontaram aumento da ocorrência da doença entre usuários de semaglutida e afirmou que o balanço entre os benefícios e os riscos dos medicamentos permanece favorável.
Responsável pela fabricação do Mounjaro, a Eli Lilly informou que monitora os dados de segurança dos medicamentos, incluindo possíveis questões oftalmológicas. A empresa também afirmou manter discussões com autoridades regulatórias sobre eventuais questões de segurança e continuar avaliando informações relacionadas à saúde ocular.
Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

