A investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi concluída pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) e pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce). O caso ocorreu em 13 de setembro de 2026, em Fortaleza, e resultou no indiciamento do namorado da jovem, João Munhoz Neto, de 34 anos, pelos crimes de violência psicológica e fraude processual. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário em 30 de setembro.
Segundo a conclusão da investigação, os elementos reunidos no inquérito, incluindo depoimentos, provas e exames periciais, apontaram que a estudante morreu após uma precipitação voluntária. Ao longo dos trabalhos, 29 pessoas foram ouvidas, entre familiares, amigos e colegas de trabalho do casal, além de moradores e funcionários do edifício onde Isabelle morreu.

A apuração foi conduzida pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), formado por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PCCE. Em 22 de setembro, os investigadores também cumpriram um mandado de prisão preventiva contra João Munhoz Neto, em Fortaleza, com o objetivo de garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos e submetidos a análise.
Os exames realizados pela Pefoce resultaram em 17 laudos periciais, incluindo necropsia, toxicologia, análise do local da ocorrência, DNA, papiloscopia e exames de áudios, vídeos, câmeras e dispositivos tecnológicos. Durante a investigação, aproximadamente 700 vídeos de câmeras de segurança foram analisados. Ao todo, 22 peritos e auxiliares de perícia participaram dos trabalhos. Com a conclusão dos exames e das diligências, a investigação foi finalizada e encaminhada à Justiça.
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