Três nordestinos estão entre as dez pessoas mais velhas do mundo

Três brasileiros nascidos no Nordeste estão entre as dez pessoas mais longevas do mundo, segundo levantamento da organização LongeviQuest, especializada na identificação e no acompanhamento de pessoas com idade superior a 108 anos. O grupo é formado pelo cearense João Marinho Neto, de 114 anos, e pelas pernambucana Beatriz Ferreira Duarte e alagoana Yolanda Beltrão de Azevedo, ambas com 115 anos. 

A classificação é liderada pela britânica Ethel Caterham, que nasceu em 21 de agosto de 1909 e tem 117 anos. O levantamento é composto majoritariamente por mulheres e João Marinho é o único homem entre os dez primeiros colocados. Reconhecido pelo Guinness World Records como o homem mais velho do mundo, o cearense completou 114 anos em 5 de outubro. 

Conheça os brasileiros que integram o ranking 

Yolanda Beltrão de Azevedo nasceu em 13 de janeiro de 1911, em Coruripe, Alagoas. Aos 115 anos, é apontada como a brasileira mais longeva atualmente viva. Ela teve quatro filhos, mas apenas uma filha permanece viva. A família a descreve como uma dona de casa dedicada aos cuidados com os familiares.  

Três nordestinos estão entre as dez pessoas mais velhas do mundo
Foto: LongeviQuest

Em informações compartilhadas com os pesquisadores, Yolanda mencionou o consumo frequente de frutas e a prática de crochê como hábitos que considera importantes para sua longevidade. Aos 107 anos, tinha 13 netos, 30 bisnetos, 19 trinetos e um tataraneto. 

Também com 115 anos, Beatriz Ferreira Duarte nasceu em 21 de junho de 1911, na zona rural de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Mãe de oito filhos, ela tem atualmente três filhas vivas, além de sete netos, 12 bisnetos e dois trinetos. Segundo familiares, apesar de apresentar comprometimento da lucidez, mantém boas condições de saúde física. A família atribui sua longevidade à tranquilidade com que conduziu a vida. 

O cearense João Marinho Neto nasceu em 5 de outubro de 1912, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ainda na infância, se mudou com a família, que trabalhava com atividades rurais, para Apuiarés. Ao longo da vida, teve oito filhos, dos quais seis estão vivos. Atualmente, soma 23 netos, 17 bisnetos e nove trinetos.  

Após perder a visão em decorrência de catarata, passou a reconhecer as pessoas principalmente pela voz. Ele vive em uma instituição de acolhimento para idosos em Apuiarés e segue uma alimentação equilibrada, embora mantenha alguns alimentos de sua preferência, como café, rapadura, uvas e galinha caipira.

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