Tendo assumido a apenas poucos dias o cargo de Prefeito de Iguatu, Ednaldo Lavor encontrou uma prefeitura afundada em dívidas deixadas pela gestão anterior. O rombo chega a R$ 53 milhões. Nesta semana, Ednaldo Lavor (PDT) decretou estado calamidade pública por 90 dias devido à atual situação financeira do município de Iguatu. Segundo o relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a dívida da Prefeitura de Iguatu, até o mês de novembro, já somava o montante de R$53 milhões, sendo R$ 13 milhões somente junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nos seus primeiros dias de gestão, Ednaldo Lavor e o secretário de Saúde do município, Marcos Sobreira, visitaram diversas secretarias, com intuito de identificar os principais problemas e buscar soluções urgentes.
Uma das dificuldades encontradas foi o atraso salarial dos servidores públicos. Segundo um levantamento ainda parcial, esse valor pode passar dos R$ 7 milhões, referente a folha de pagamento da Prefeitura, que ultrapassa 63% da arrecadação municipal.
Durante visita ao Hospital Regional, o prefeito Ednaldo Lavor, acompanhado do Secretário de Saúde de Iguatu, constataram a falta de diversos medicamentos tais como dipirona, paracetamol, amoxicilina e até soro fisiológico.
Hospital
Como se não bastasse isso, o drama é maior ainda porque, durante o último final de semana, os pacientes do hospital ficaram praticamente sem alimentação. Foi servido apenas de caldo de feijão aos internos. Sensibilizado a com triste realidade, foi feito uma compra a partir de recursos pessoais par adquirir leite para alimentar os recém-nascidos.
Uma das medidas tomadas pelo prefeito Ednaldo foi o corte de sete secretarias, além da redução do número de funcionários temporários, sempre com o cuidado de minimizar os prejuízos à população.
Desde do seu primeiro dia de gestão Ednaldo realiza uma verdadeira operação de guerra mobilizando uma equipe para a limpeza das ruas cidade, uma vez que alguns dos bairros já estavam a 15 dias sem coleta de lixo.
Mauriti
O prefeito eleito do município de Mauriti, Mano Morais (PDT) falou ao site Miséria, sobre os primeiros desafios da nova gestão. Ele destacou o desgaste físico dos prédios públicos e comentou sobre o desmonte dos veículos da prefeitura recebidos da gestão do prefeito Evanildo Simão (PT).
Entre os problemas citados pelo prefeito, está a grave situação financeira do município. Segundo Mano Morais as contas em aberto somam R$ 10 milhões e existem servidores que não recebem desde novembro de 2016.
Ainda, segundo o prefeito, há máquinas agrícolas da prefeitura e que se encontram abandonadas nos arredores da cidade. Mano relata ainda que dentre os 26 automóveis que são utilizados na Secretaria de Saúde, apenas dois estão funcionamento. A denúncia deve ser formalizada a Justiça.
O.E.


