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Crateús: Casos de “virose da mosca” aumentam

O período úmido e chuvoso que a região dos sertões de Crateús passa, atualmente, tem sido favorável para o aumento dos casos da virose da mosca. Com a chegada das últimas chuvas, as moscas ressurgem e, com elas, as doenças sazonais – surto de diarreia, vômito, febre, dor de cabeça, dores musculares, cientificamente chamada de gastroenterite viral – que tem acometido um número crescente de pessoas. É só ir no hospital e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas de Crateús e constatar que a maioria dos atendimentos a pacientes são sobre esses sintomas, principalmente a diarreia.

Há a possibilidade de que casos como esses tenham aumentado em cerca de 20% no decorrer do último mês de dezembro, e não atingiu apenas humanos, pois animais também apresentaram sintomas, e um dos possíveis motivos são moscas que posam e defecam em seus alimentos. Alguns médicos afirmam que não há comprovação científica da ligação do surto de diarreia com a mosca, mas elas servem de alerta, pois costumam aparecer em locais com algum tipo de contaminação, especialmente de água e alimentos.

Na maioria dos casos de “virose da mosca”, a internação não é necessária. O tratamento é feito com ingestão de líquidos. No entanto, se houver várias evacuações por dia, acompanhadas por vômito, é preciso reidratação venosa, a ser feita em uma unidade de atendimento médico. As infecções gastrointestinais podem ser transmitidas por meio de água contaminada, alimentos manipulados por pessoas infectadas ou contato direto com o material fecal de uma pessoa doente.

Elas podem ter origem bacteriana e viral. As infecções gastrointestinais podem ser transmitidas por meio de água contaminada, alimentos manipulados por pessoas infectadas ou contato direto com o material fecal de uma pessoa doente. Elas podem ter origem bacteriana e viral.

De acordo com especialistas, a diferença entre as gastroenterites causadas por vírus e por bactéria é a intensidade. Nas virais, os sintomas são mais brandos e costumam desaparecer em até cinco dias, enquanto que nas manifestações causadas por bactérias, as pessoas ficam mais debilitadas, com quadros de febre mais intensos e com episódios de diarreia ao longo do dia. Os especialistas são unânimes em afirmar que, como não é possível controlar as condições climáticas, o ideal é apost ar no reforço da higiene.

O.E.

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