Os policiais malaios que investigam a morte do meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un detiveram uma suspeita ontem.
Enquanto a Coreia do Sul mencionou que a vítima havia sido envenenada por espiãs norte-coreanas, a polícia de Kuala Lumpur anunciou a detenção de uma mulher com passaporte vietnamita. A prisão ocorreu 24 horas após o anúncio da morte de Kim Jong-nam, de 45 anos, filho mais velho do falecido líder Kim Jong-il, no exílio há anos.
O assassinato, ocorrido na segunda-feira (13), dias antes das celebrações na Coreia do Norte pelo nascimento de Kim Jong-il, foi apresentado por Seul como uma prova da “brutalidade da natureza desumana” do regime de Pyongyang.
As imagens das câmeras de segurança publicadas pela imprensa malaia mostram uma asiática, apresentada como uma das suspeitas, vestida com uma camiseta branca com as letras “LOL” estampadas.
O chefe da polícia malaia, Khalid Abu Bakar, declarou que Doan Thi Huong, de 28 anos, havia sido detida no aeroporto de Kuala Lumpur na manhã de ontem, mas não explicou por que a mulher estava no aeroporto dois dias após o crime.
A asiática foi “formalmente identificada a partir das imagens das câmeras de segurança do aeroporto e estava sozinha no momento da detenção”.
Trata-se da personalidade mais importante assassinada pelo governo de Kim Jong-un desde a execução, em dezembro de 2013, de seu tio, Jang Song-thaek, outrora número dois oficioso do regime.
A polícia malaia explicou que a vítima estava no hall de embarque do aeroporto quando o ataque ocorreu. Ali, disse “que alguém havia agarrado sua cabeça por trás e que jogou um líquido em seu rosto”, declarou o chefe da polícia criminal do estado de Selangor, Fadzil Ahmat, segundo o jornal malaio The Star.
A necropsia foi realizada no hospital de Kuala Lumpur, declarou o chefe da polícia de Selangor, Abdul Samah Mat, acrescentando que nenhum resultado foi publicado. Ninguém reivindicou o corpo de Kim Jong-nam, que será conservado no necrotério de Kuala Lumpur.
D.N.


