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Quando a máscara cai

O caráter é formado por traços morais de um indivíduo que determinam a forma constante de uma pessoa agir e reagir. Já a personalidade é um conjunto de características psicológicas que ditam como uma pessoa pensa, sente e age…
Resumidamente, pode-se dizer que o caráter tem a ver com a “índole do indivíduo”, assim como a firmeza de sua força de vontade. Já a personalidade, de modo geral, distingue características marcantes de uma pessoa. É a sua individualidade. Ou seja, determina como a pessoa se relaciona socialmente, com um estilo único na forma de pensar, sentir e agir.
Por seu turno a moral refere-se ao conjunto de normas e princípios que se baseiam na cultura e nos costumes de determinado grupo social. Já a ética é o estudo e reflexão sobre a moral, que nos diz como viver em sociedade. Uma maneira fácil de lembrar da diferença entre moral e ética é que a moral se aplica à um grupo; enquanto a ética pode ser questionada por um indivíduo. Ética vem da palavra grega ethos que significa “conduta”, “modo de ser”. Moral, tem origem na palavra latina moralis, que significa “costume”.
Enfim, a ética é o estudo e a reflexão sobre os princípios da moral, das regras de conduta aplicadas a alguma organização ou sociedade. Conquanto, a moral se refere às regras de conduta que são aplicados à determinado grupo, em determinada cultura.

Sun Tze profetizou que “a vitória é o principal objetivo na guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e a moral baixa”.

No recente episódio em que o Senhor Sérgio Moro, ao deixar o Ministério da Justiça e Segurança, comete o desatino de pedir demissão à distância (à luz fria de televisões) sem ter ido devolver o cargo de confiança ao seu Chefe, o Presidente Jair Bolsonaro, que lhe nomeou, comete o que podemos chamar de o mais absoluto desrespeito e falta de conduta moral. E, ao invés de fazer a coisa certa, como manda a prática usual dos homens de bem, ao conceder uma entrevista, em que profere denúncias graves (à sua visão), atirando e vomitando em quem lhe confiou o cargo de Ministro de Estado, o fez de maneira torpe e tacanha, seus os cuidados obrigatórios da conduta ética.

Não há que se aplaudir a quem deixa um cargo pelas portas dos fundos, e ainda jogando farpas delatando conversas privadas e inconfessáveis, posto que fere de morte o mais nobre dos sentimentos humanos – o da confiança!

Quando o juiz Sérgio Moro, deixa cargo de Juiz Federal, que desempenhou durante 22 anos, no qual ficou conhecido pela alcunha de paladino da Justiça, sob os aplausos do povo brasileiro, havia “ali”, o sentimento da nobreza que o povo devota àqueles que se dedicam em prol da coletividade, da moral e da ética! Mas, quando se acovarda em não devolver o cargo que lhe foi confiado, indo conceder entrevista “armado até os dentes” de balas de ingratidão e de aleivosias, se desnuda perante o povo, mostrando-se densamente perfilado da falta de caráter e de abandono da ética, tomando banho frio no lago enlameado vasta da indecência, e dos atributos mais falhos guardados no armário dos canalhas. . .

O posicionamento do ex-juiz, do ex-Ministro, e doravante, do ativista da hipocrisia, crava no peito dos brasileiros, e, principalmente, no seu ex-Chefe, Presidente Bolsonaro, uma faca afiada pelas costas, enlameada de ingratidão e desonra!

Como bater palmas para quem, de princípio, troca um cargo honroso de juiz federal por um cargo comissionado com demissão ab nutio, ao que tudo parece “mundo afora”, o fez em troca por uma futura nomeação de Ministro do Supremo Tribunal Federal, em vaga a ser aberta pela compulsória pelo Decano da Corte, Min. Celso de Melo, que completa a idade limite em novembro vindouro. Não passa de um “dinheiro sujo”, malfadado e oferecido apenas para àqueles de pouco caráter, que troca uma história de ética pela desonra matinada de um cargo que tem a “coleira e matina dos vendáveis”… Seria certeza de que, em assim sendo, com a possível investidura ao cargo de Ministro do STF, o ex-futuro Ministro do STF, Sérgio Moro, teria na testa um ferrão de seu dono, que trocou um cargo por sua honra, e que se fez venal ao primeiro flerte do ouro lilás dos homens torpes e gelados da mistura pálida da indecência e da desonra!

Pois bem, não me peçam palmas para quem comete falta de caráter, que comete denunciação caluniosa, crimes de honra, e que se beija ardentemente com a indecência e vira as costas para a pureza de caráter, ao ficar rico, se afasta dos que são pobres de bolsa, mas milionários na honra! Longe de mim, do homem que trai, que esfaqueia pelas costas a quem lhes deu a mão, e que perante o vídeo de uma câmara, falta-lhe a decência e a coragem de sair pela porta da frente, ao se desnudar de seus segredados defeitos de caráter!

Ao senhor, Dr. Sérgio Moro, ofereço-lhe um quarto gelado reservado àqueles frigidos de caráter, que não se perdem de vista, pois deixam no rastro o mal cheiro da indecência!

FRANCISCO MENDES CHAVES
Advogado, graduado pela Universidade do Estado do Ceará, com assistência em assessoria e consultoria de Municípios, egresso do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará.

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