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Criança que adoece com frequência tem baixa imunidade? Pediatra explica

Crianças pequenas podem apresentar vários episódios de resfriados e outras infecções respiratórias ao longo do ano, principalmente após começarem a frequentar creches e escolas. Segundo a pediatra Gorete Garcia, a recorrência não significa necessariamente baixa imunidade.

“A criança está construindo sua memória imunológica ao longo dos primeiros anos. Quando entra em um ambiente coletivo, essa exposição aumenta bastante. Por isso, ter várias viroses não significa automaticamente ter uma imunodeficiência”, explica.

A frequência dos episódios, no entanto, não deve ser analisada isoladamente. Uma criança que apresenta resfriados recorrentes, mas cresce adequadamente, se recupera bem entre as infecções e não apresenta quadros graves, geralmente não precisa passar por investigação imunológica. A avaliação médica é indicada quando há sinais como pneumonias recorrentes, infecções persistentes ou incomuns, necessidade frequente ou prolongada de antibióticos, internações repetidas, dificuldade para ganhar peso ou histórico familiar de imunodeficiência.

Criança que adoece com frequência tem baixa imunidade? Pediatra explica
Foto: Divulgação

A indicação de exames depende da avaliação clínica e considera o tipo, a gravidade e a frequência das infecções, além da resposta aos tratamentos. “O exame não deve ser pedido apenas porque a criança teve várias viroses. Primeiro precisamos entender o contexto. Se existem sinais de alerta, aí sim podemos iniciar uma investigação e, quando necessário, encaminhar para um imunologista pediátrico”, reforça.

A alimentação também influencia a saúde infantil, mas não existe um alimento capaz de aumentar a imunidade de forma isolada ou impedir infecções. Uma dieta variada, com frutas, verduras, legumes, grãos e fontes de proteínas, contribui para o desenvolvimento da criança. Por outro lado, vitaminas e suplementos não devem ser utilizados sem orientação profissional e precisam ser indicados conforme a idade, a alimentação e eventuais deficiências nutricionais.

A vacinação e os hábitos de higiene estão entre as principais medidas de prevenção contra doenças infecciosas. Lavar as mãos, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, manter uma rotina adequada de sono, alimentação equilibrada e atividade física também contribuem para a saúde.

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