
A pandemia do novo coronavírus trouxe, consigo, diversas mudanças que impactaram a sociedade. Dentre as áreas mais afetadas estão os empregos, que sofreram um reajuste para se adequar às medidas sanitárias impostas pelos governos de todo o Brasil. O trabalho remoto, conhecido como Home Office, começou a ser utilizado com mais frequência. Porém, especialistas alertam que esse deslocamento pode atingir a saúde mental dos trabalhadores, causando a síndrome de Burnout.
O distúrbio é caracterizado pelo excesso de cansaço, desgaste, e, em geral, desanimação, que causa alterações no sono e no humor.
De acordo com a professora dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional (Uninter), Thaisa Rodbard Mileo, a alteração repentina, causada pela pandemia, pode agravar a situação, já que o home office cria um ambiente que dificulta o desligamento entre o trabalho e a vida pessoal.
“As pessoas trabalhando em casa muitas vezes não tem aquele tempo, o horário de almoço, ou acabam alongando o horário de trabalho. Assim, o desgaste físico e mental aumenta” declara a especialista.
Para Thaisa, o primeiro passo de reconhecimento do problema é o diagnóstico. “A gente indica que as pessoas procurem um psicólogo, um terapeuta, ou mesmo um médico, um psiquiatra. Tratamentos complementares, como a mudança dos hábitos alimentares, alterações na rotina, entre outras.
Ainda segundo a professora, as atividades corporais são uma das armas para combater a doença. “A prática de atividade física traz um benefício muito grande, não só para essa síndrome, mas pra outras situações”, afirmou.
De acordo com Thaisa, é de extrema importância que a pessoa busque encaixar em sua agenda, a prática regular de um exercício que movimente o corpo e que lhe dê prazer. “Com isso, a gente traz o benefício não só para o nosso corpo, mas também para a nossa saúde mental”, finalizou Thaisa.


