A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou 345,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 18,2% em relação ao ano anterior. O resultado ocorre após uma safra prejudicada em 2024 por condições climáticas desfavoráveis associadas ao fenômeno El Niño.
O valor da produção chegou a R$ 927,2 bilhões, crescimento de 18,4% e maior montante, em valores correntes, pelo menos desde a criação do Plano Real, em 1994. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa apontou ainda que o país ultrapassou, pela primeira vez, 100 milhões de hectares de área colhida. Foram 100,6 milhões de hectares em 2025, aumento de 4,4% em um ano. A soja foi responsável por 34% do valor total da produção agrícola, com R$ 315,2 bilhões. A colheita chegou a 165,2 milhões de toneladas, alta de 14,4%, impulsionada também pela demanda chinesa pelo produto brasileiro em meio à guerra tarifária entre Estados Unidos e China.
O algodão teve crescimento de 16,4%, alcançando seis milhões de toneladas, resultado associado pelo IBGE a investimentos em tecnologia, sustentabilidade e eficiência produtiva. Com o desempenho, o Brasil se tornou o maior exportador mundial do produto.

Já o café registrou alta de 44,7% no valor da produção, que chegou a quase R$ 100 bilhões. A quantidade produzida cresceu 3%, para 3,4 milhões de toneladas, enquanto a valorização foi influenciada pelo aumento do preço da saca no mercado internacional.
Mato Grosso permaneceu na liderança entre os estados, com R$ 165,6 bilhões em valor de produção, alta de 37,1% e participação de 17,9% no total nacional. São Paulo aparece em seguida, com R$ 124 bilhões, seguido por Minas Gerais (R$ 109,4 bilhões), Paraná (R$ 87,7 bilhões), Goiás (R$ 72,7 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 71,3 bilhões). Completam a lista Bahia (R$ 55,5 bilhões), Mato Grosso do Sul (R$ 47,8 bilhões), Pará (R$ 38,4 bilhões) e Espírito Santo (R$ 33,7 bilhões).

Entre as regiões, o Centro-Oeste voltou a superar o Sudeste em valor da produção agrícola. A região alcançou R$ 288 bilhões, avanço de 31,8%, impulsionado por soja, milho e algodão. O Sudeste somou R$ 271 bilhões, com destaque para café e cana-de-açúcar. Na sequência aparecem Sul, com R$ 181,1 bilhões; Nordeste, com R$ 113,7 bilhões; e Norte, com R$ 73,4 bilhões.
Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.

