A criação do Departamento de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD) foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) nesta quinta-feira (25/06). A nova unidade será incorporada à estrutura da Polícia Civil do Estado. Segundo a proposta encaminhada pelo Governo do Ceará, o setor terá como foco principal a realização de investigações financeiras complexas, especialmente no enfrentamento à lavagem de dinheiro e ao financiamento de organizações criminosas.
Em regime de urgência, a matéria foi analisada e aprovada no mesmo dia em que chegou ao Legislativo estadual. O rito acelerado gerou críticas de parlamentares da oposição, que votaram contra o pedido de urgência. Apesar das divergências quanto ao trâmite, o projeto recebeu aprovação unânime dos deputados estaduais. Com isso, o texto segue agora para sanção do governador Elmano de Freitas (PT).
A estrutura do novo departamento também prevê a criação de 59 cargos em comissão, que serão incorporados à Polícia Civil para composição do DRLD. Nas redes sociais, o governador afirmou que a iniciativa deve reforçar o combate ao crime organizado, sobretudo por meio do enfraquecimento financeiro de grupos criminosos.

No texto enviado pelo Executivo à Assembleia, o governo reforça a importância da investigação patrimonial e financeira como ferramenta estratégica no enfrentamento às organizações criminosas, ao atingir diretamente suas fontes de sustento. Entre os argumentos apresentados, o governo cita operações recentes que resultaram no bloqueio de R$ 3,3 bilhões em bens e ativos ligados ao crime organizado.
“A medida fortalece a atuação da polícia judiciária estadual, conferindo maior eficiência às ações de prevenção e repressão à lavagem de dinheiro e aos delitos correlatos, em consonância com as melhores práticas de investigação patrimonial e com a crescente necessidade de especialização das instituições responsáveis pela persecução criminal”, diz o governo.
Ainda segundo o Executivo, a medida busca modernizar e tornar mais eficiente a atuação da Polícia Judiciária estadual no combate à lavagem de dinheiro e a crimes correlatos. Já no fim do ano passado, a Alece havia aprovado a criação do Departamento de Homicídios da Região Metropolitana de Fortaleza, também vinculado à Polícia Civil.
Na ocasião, a reestruturação teve como objetivo dar mais agilidade e especialização às investigações de homicídios na região metropolitana da capital. O mesmo pacote legislativo incluiu a criação de quatro delegacias de homicídios e proteção à pessoa em Maranguape, Maracanaú e Caucaia. Este último município passou a contar com duas unidades especializadas.
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