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Apesar da polarização, pesquisa revela espaço considerável do eleitor de 3ª via

De acordo com a BGT/Nexus, o grupo de eleitores da 3ª via é mais forte entre mulheres do Sudeste, com 25 a 40 anos, ensino médio - (Foto: Reprodução)
De acordo com a BGT/Nexus, o grupo de eleitores da 3ª via é mais forte entre mulheres do Sudeste, com 25 a 40 anos, ensino médio – (Foto: Reprodução)

O anti-lulismo (22%) e o anti-bolsonarismo (8%) representam uma parcela do eleitorado brasileiro que declarou não fazer parte da polarização política nacional observada no país. Os dados são da pesquisa elaborada pela BGT/Nexus, que mostra ainda que este espaço não opta por essas duas alas ainda não está ocupado. De acordo com especialistas que organizaram e que fizeram uma leitura sobre o estudo, a 3ª via possui um potencial considerável para avançar no Brasil, justamente por representar quase ⅓ dos que estão aptos a votar.

Ainda conforme o levantamento, esse espaço se torna ainda mais robusto quando se soma aos 13% que afirmaram votar em Lula ou no bolsonarismo motivados por uma antipatia ligada a uma dessas faces da política.

Se existe esse campo inexplorado, por que candidatos que se mostram como uma alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo não “decolam” na política nacional? De acordo com o cientista político Leonardo Barreto, é preciso que um dos extremos perca força para um nome de 3ª via possa se destacar.

“Hoje funciona da seguinte maneira: eu rejeito a opção A, escolho B porque não vejo chances no nome C. É preciso haver uma fragilização de um dos pólos para que esses 30% fiquem animados”, afirmou.

O aprofundamento do estudo mostra três figuras públicas de 3ª via mas, que, segundo os especialistas, não conseguem “capturar” o apoio do público que ainda não se decidiu politicamente: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

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