PUBLICIDADE

Ato contra Bolsonaro reúne manifestantes de diferentes setores da sociedade

Ato teve inicio nos arredores do campus da Universidade Federal do Ceará (UFC). Foto: Yuri Silva

Organizações feministas, da comunidade LGBTQI+, partidos a favor do comunismo e socialismo, e membros das religiões católica, evangélica e muçulmana. Esses foram alguns dos representantes de suas respectivas “tribos” que discursaram em ato contra o Bolsonaro, ocorrido na Av. 13 de Maio, em Fortaleza, na tarde deste sábado (29/05).

“Impeachment é medida sanitária urgente”, diz brechó distribuído pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Foto: Yuri Silva (ANC)

A ideia era cobrir os mais variados grupos opositores do atual presidente da República. Em discurso, o vereador Ari Areia, representante do Psol, um dos partidos organizadores da passeata, falou “Interromper Bolsonaro é a medida sanitária mais urgente”. A atuação do chefe do Executivo Nacional durante a pandemia foi uma das causas da revolta, citada durante todo o protesto.

As lamentações pelas quase 500 mil mortes (459 mil, até às 21hrs desse sábado) começaram no inicio do ato, quando um grupo de protestadores carregavam cruzes, simbolizando as vidas perdidas pelo vírus. Até então, por volta das 16h, os organizadores relataram que cerca de 3 mil pessoas participavam do evento.

Manifestantes carregavam cruzes em homenagem às vitimas da Covid-19. Foto: Yuri da Silva (ANC)

No entanto, a lembrança das vítimas da Covid-19 teve seu ápice em frente ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde ocorria uma missa. Os organizadores, em respeito à cerimônia religiosa, pediram silêncio por parte dos manifestantes, até que líderes católicos e evangélicos tomassem o microfone, onde, entre outras coisas, afirmaram que “era impossível ser seguidor de Bolsonaro e de Jesus Cristo”.

“Estamos aqui (…), em nome de Martin Luther King Jr., e todos aqueles que militaram pela causa cristã pelo fim do fascismo. Fora Bolsonaro”, falou Robson, de 31 anos, em entrevista ao A Notícia do Ceará, ao afirmar que representava os evangélicos que são opositores do atual presidente.

No tocante a outros setores da administração, a gestão da educação foi apontada como uma das áreas com onde o Governo Federal tem errado mais, sendo acusado de causar desmontes em universidades públicas do País. Um dos cantos entoados pelo grupo foi “Não é mole não, tem dinheiro pra milícia mas não tem pra educação”.

O ato teve fim por volta das 17h30, em frente à Igreja, quando o grupo estava reunido em frente à estátua da Nossa Senhora de Fátima.

Compartilhar: