A Lei nº 15.447/2026 oficializou o reconhecimento de Ayrton Senna como Herói da Pátria. A norma, sancionada pelo presidente Lula (PT) em 1º de julho, determina que o nome do tricampeão mundial de Fórmula 1 seja inscrito no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, mantido no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
A homenagem foi proposta pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), autor do projeto de lei apresentado em 2024. A matéria recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Esporte do Senado, sem necessidade de votação no plenário.
Ao defender a proposta, Kajuru afirmou que o reconhecimento contempla não apenas as conquistas esportivas de Senna, mas também o legado social construído por meio do Instituto Ayrton Senna. Segundo o parlamentar, a instituição, criada após a morte do piloto, contribui para ampliar oportunidades educacionais e reduzir desigualdades, beneficiando milhões de crianças e jovens.

Em publicação nas redes sociais, o Instituto Ayrton Senna informou ter recebido a oficialização da homenagem “com honra e profunda gratidão”. Para a entidade, o reconhecimento reforça “o impacto duradouro de um legado que transcende as pistas”.
Quem foi Ayrton Senna?
Nascido em São Paulo, Ayrton Senna é considerado um dos maiores nomes da história do automobilismo. Ao longo da carreira, conquistou os títulos mundiais de Fórmula 1 em 1988, 1990 e 1991 e somou 41 vitórias em Grandes Prêmios. O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália.
Antes de ser reconhecido como Herói da Pátria, Senna já havia recebido outra homenagem em âmbito federal. Em 2023, uma lei o declarou Patrono do Esporte Brasileiro.
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