A empresa responsável pela operação do “Buraco Azul” foi autuada pela Prefeitura de Juazeiro do Norte. O motivo do embargo foi a ausência da apresentação de documentos aos órgãos fiscalizadores. São eles: Plano de Recuperação da Área Degradada, Relatório Trimestral de Meio Ambiente e Licença da Agência Nacional de Mineração.
Segundo a Autarquia Municipal de Meio Ambiente (Amaju), a empresa já havia sido autuada em outra ocasião pela Superintendência de Meio Ambiente do Ceará (Semace), no ano de 2023 pelo mesmo motivo. No último mês, a Amaju pediu que os responsáveis adotassem diretrizes de intervenção para fechar a área e diminuir a visita no local.

Conforme a Amaju, a população segue utilizando a área como um espaço de lazer, apesar da sinalização de proibição. Ainda de acordo com a pasta, a água é imprópria para banho e os paredões de rocha apresentam risco de desmoronamento, causando perigo para os visitantes.
Atualmente, não há atividades sendo realizadas no local. Porém, a área segue sob responsabilidade da empresa autuada.
Interdição em 2023
Na época, especialistas que realizaram testes no “Buraco Azul” descobriram que os tons azulados e verdes da água são causados por componentes químicos usados na exploração de rochas. Essas substâncias, no entanto, são prejudiciais à saúde.
Dessa forma, o órgão solicitou que a área fosse cercada e fechada com portão com fechadura ou cadeado para evitar a população violação da propriedade; que placas de entrada proibida e risco de acidente no local fossem colocadas; e que fossem providenciados órgãos de segurança pública para ordenamento do local.
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