
O ministro da Educação Camilo Santana (PT) quebrou o silêncio sobre a polêmica Taxa do Lixo, medida promovida pela gestão de Sarto Nogueira (PDT) em Fortaleza. De acordo com o ex-governador do Ceará, a decisão se trata de um “equívoco” da gestão.
“Claro que não estou no debate dia a dia lá no Ceará, estou dedicado nessa missão aqui em Brasília, mas acho que foi um erro, um equívoco a aprovação dessa lei na Capital cearense”, declarou o ministro, segundo o O Povo. “Nós fomos contra à época, acho que a população já está tão tomada de encargos e impostos nesse País, que é preciso reavaliar”, encerrou. Os comentários são proferidos em um momento de tensão política para o prefeito da capital cearense.
Após o fim das eleições, as expectativas de uma conciliação entre o PT e o PDT no Ceará encerram com as discussões sobre a Taxa do Lixo, que passou a ser o tema do embate. Rejeitada por brizolistas e pela bancada petista da Câmara Municipal de Fortaleza, a medida evidenciou o racha interno dentro do partido presidido no estado pelo deputado federal André Figueiredo, que articula a candidatura à reeleição de Sarto.
No evento para o diretório municipal do PDT ocorrido no último sábado (15/04), Ciro Gomes (PDT) esteve presente, defendeu o prefeito e a Taxa do Lixo, e declarou que ainda que o gestor está sendo perseguido. Cid Gomes (PDT), que estava no Ceará no dia, não compareceu ao evento, o que fomentou os rumores de que o cenário político cearense continuará a ser influenciado pelas discordâncias dentro do partido entre os aliados do PT e os que defendem uma oposição às gestões de Lula e Elmano de Freitas.


