Ex-prefeita de Canindé, Rozário Ximenes se tornou alvo de uma Ação Civil Pública que pede o ressarcimento de R$ 711.403,32 aos cofres públicos municipais. De acordo com o Ministério Público do Estado do Ceará, responsável por mover a ação, o valor foi originado após a ex-gestora, na época em que esteve à frente da administração, atrasar o repasse de valores referentes a empréstimos consignados feitos por funcionários públicos.
Segundo o promotor de Justiça Aureliano do Nascimento Barcelos, que acompanhou o desfecho deste caso, a informação chegou ao órgão fiscalizador através do Sindicato dos Servidores Públicos de Canindé. Segundo os representantes da categoria, os funcionários tomaram conhecimento após serem surpreendidos, por exemplo, com as restrições de acesso a créditos em instituições bancárias.
Ainda de acordo com o promotor, a ex-gestora repassou ao banco, o atraso no repasse do que era descontado de contracheques gerou constrangimentos como cobranças por ligações ou correspondências aos funcionários públicos de Canindé.
“Notificamos a ex-prefeita para que ela fizesse esse ressarcimento ao município, de forma amigável e extrajudicial, contudo ela se manteve inerte. Então, em decorrência disso, o Ministério Público entrou com ação judicial para que a ex-prefeita seja condenada a restituir o prejuízo que ela causou”, detalhou.
Rozário Ximenes ainda não se pronunciou sobre o assunto. Este caso pode ser enquadrado na Lei de Improbidade Administrativa. Caso a ex-prefeita não regularize a situação, as punições podem ser financeiras e políticas. Se não ressarcir os cofres públicas de Canindé (com correção), Rozário pode ter bens bloqueados e ficar inelegível pelo período de oito anos.
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