O Ceará é a única unidade da federação sentenciada pela natureza a ter cem por cento de todo seu território desertificado. As cinco regiões do Estado apresentam visíveis sinais de perda da sua capacidade produtiva e já chega a quase 16 mil quilômetros quadrados inférteis e inadequados ao cultivo de quaisquer plantas ou atividades agrícolas.
As informações estão no documento apresentado por Margareth Benício, gerente de Recursos Hídricos da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme). Sterpheson Ramalho, engenheiro florestal, acredita no que previu a meteorologista Margareth. Para ele, é possível, caso não exista políticas públicas voltadas para investimentos no uso dos recursos naturais, que, num futuro bem próximo, o Ceará seja a primeira região do Brasil com área totalmente deserta.
Lavras da Mangabeira, Aurora, Nova Olinda, Várzea Alegre, Altaneira e Assaré, que se encontram em estágio avançado de desertificação.
Os municípios de Canindé e Irauçuba apresentam as maiores áreas de solo degradado. Para Sterpheson Ramalho, o Ceará possui esta possibilidade por ter a maior parte de seu território em região semiárida. O processo de desertificação se encontra em estado evolutivo e preocupante, muito embora, segundo ele, não se trate ainda de desertificação totalmente diagnosticada, mas em áreas de estágio bem avançado que, provavelmente, em bem pouco tempo, se tornarão desertas e, por conseguinte, improdutivas.
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