O custo da cesta básica em Fortaleza aumentou 3,23% em setembro e chegou a R$ 779,96. O resultado consta em levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dos 12 produtos que integram a composição, oito registraram aumento de preço no período.
Entre os alimentos pesquisados, o tomate apresentou a maior variação positiva, com avanço de 23,93%. Na sequência, aparecem arroz (4,10%), leite (3,84%), óleo (3,36%), açúcar (1,68%), pão (0,95%), manteiga (0,89%) e carne (0,27%). Já farinha (-2,65%), café (-2,26%), banana (-2,14%) e feijão (-2,06%) tiveram redução de preço.
Para adquirir os produtos e as quantidades previstas no levantamento, foram necessárias 105 horas e 52 minutos de trabalho, considerando o salário mínimo de R$ 1.621. O valor da cesta representou 52,02% do salário mínimo líquido, calculado em R$ 1.499,43. No caso de uma família formada por dois adultos e duas crianças, a estimativa de gasto mensal com alimentação chegou a R$ 2.339,88.

Na composição individual dos custos, a carne foi responsável pela maior despesa, com preço de R$ 253,44. O pão apareceu em seguida, custando R$ 133,56, enquanto o tomate alcançou R$ 114,96. Apesar da queda mensal de 2,06%, o feijão acumulou alta de 51,59% nos 12 meses encerrados em setembro.
Em um intervalo de seis meses, entre março e setembro de 2026, o valor da cesta avançou 7,15%. O acumulado em 12 meses foi ainda maior, chegando a 15,14%. Nesse período, tomate, feijão e carne tiveram as maiores altas, de 59,93%, 51,59% e 15,03%, respectivamente. Na direção oposta, café (-16,51%), açúcar (-11,86%) e arroz (-3,64%) apresentaram queda.
Na comparação com as demais capitais brasileiras, Fortaleza registrou o maior aumento acumulado no custo da cesta básica em 12 meses entre as 27 cidades analisadas.
Acompanhe mais notícias da Rede ANC através do Instagram, Spotify ou da Rádio ANC.


