Nesta segunda-feira (26/08), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um relatório intitulado “Panorama da Infraestrutura – Região Nordeste”. O estudo destaca 23 obras fundamentais para o progresso da infraestrutura no Ceará, com ênfase em áreas essenciais para o desenvolvimento regional.
O levantamento evidencia as principais carências do Estado, concentrando-se nas rodovias, com oito obras destacadas, e na segurança hídrica, com cinco propostas. O relatório também sugere intervenções em três áreas relacionadas aos portos e à infraestrutura energética, além de duas para ferrovias. Aeroportos e mobilidade urbana são mencionados com uma proposta cada.
Além disso, o estudo aborda aspectos indiretamente ligados ao Ceará. Um deles se refere à necessidade de projetos executivos e básicos para a ferrovia Transnordestina, que atravessa Pernambuco de Salgueiro ao Porto de Suape. Outro ponto é a melhoria das instalações aeroportuárias em cidades do Interior de Pernambuco, considerando a proximidade com a região do Cariri no Ceará.

Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI, sublinhou a importância das obras de infraestrutura para a competitividade regional. “Competitividade é você ter os instrumentos para produzir mais, melhor e com menor custo. A gente viu alguns programas importantes do governo na questão das energias renováveis. Uma ideia muito interessante foi incentivá-las, principalmente, a eólica e a solar e hoje, o Nordeste produz 90% de toda a energia eólica do País”, comentou.
O estudo revela que 74% dos empresários no Nordeste consideram a infraestrutura da região como regular, ruim ou péssima. Os desafios incluem rodovias, malha ferroviária, acesso aos portos e transporte aéreo. A pesquisa também destaca o impacto dos custos de combustíveis e do investimento em tecnologia na infraestrutura da região.
O documento apresenta três aspectos principais: a descrição da infraestrutura atual, o diagnóstico da percepção empresarial e as propostas para enfrentar os desafios. O material também destaca que, embora a infraestrutura no Nordeste enfrente dificuldades, as energias renováveis emergem como um ponto positivo, com o Nordeste se destacando como um importante exportador de energia eólica e solar.
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