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Concurseiros alegam irregularidades e cobram posicionamento de parlamentares

Foto: Reprodução/Lucas Neto

Nesta quarta-feira (15), ocorreu uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) que contou com a presença de candidatos do concurso público da Polícia Militar do Ceará (PMCE). Os concurseiros estão reivindicando a quebra de uma cláusula que impede a nomeação acima de 2 mil pessoas.

O governador Camilo Santana (PT) anunciou que mais mil vagas seriam acrescentadas às outras 2 mil já existentes. Porém, segundo Lucas Neto, um dos líderes do movimento, a publicação ainda não foi feita no Diário Oficial do Estado. Os presentes reivindicam também a criação de uma lei que organize os concursos públicos no país.

“Eles estão criando regras que são totalmente contrárias à lei, o que é um verdadeiro absurdo. Por exemplo, no concurso da PM a Carteira Nacional de Habilitação deveria ser apresentada apenas na inscrição do curso de formação e eles já estão pedindo agora, prejudicando milhares de pessoas que, nesse momento, não podem tirar a CNH. Então nós precisamos, além dessa quebra de cláusula que embarreira a nomeação de mais pessoas e fortalecer a segurança pública do estado, de uma legislação que organize os concursos públicos no Brasil para que a gente tenha mais transparência”, pontua.

De acordo com a organização, cerca de 200 a 300 pessoas estavam presentes no ato e, embora tenha ocorrido a solicitação, nenhuma autoridade esteve presente para uma possível negociação. Com previsão para o dia 30 de janeiro, a próxima manifestação deve contar com dez vezes mais pessoas e concurseiros de todo o Brasil estão sendo convocados, especialmente do Nordeste.

“Queremos que os governantes escutem nosso pleito, que a mídia faça uma cobertura e nos dê voz para que nós possamos reivindicar um direito que é de todos e, consequentemente, ter uma resposta disso”, declara Lucas Neto.

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