A Conferência de Paris pela paz no Oriente Médio advertiu israelenses e palestinos, ontem, para que evitem “ações unilaterais” em Jerusalém e nas fronteiras, alegando que essa medida de força pode ameaçar uma solução baseada em dois Estados.
Em um comunicado final, negociado em cada detalhe pelos representantes de cerca de 70 países, a conferência pediu a ambas as partes que “demonstrem seu compromisso para a solução de dois Estados e se abstenham de ações unilaterais que prejudiquem os resultados da negociação, principalmente sobre as fronteiras, sobre Jerusalém, sobre os refugiados”.
Se levadas adiante – garante o texto -, essas ações “não serão reconhecidas”.
Com muitas “reservas” sobre a conferência de paz de Paris, a Grã-Bretanha não assinou a declaração final, informou o Ministério britânico das Relações Exteriores, em comunicado divulgado no domingo à noite.
“Temos reservas particulares sobre uma conferência internacional destinada a promover a paz entre duas partes sem que estas estejam presentes, uma conferência realizada contra a vontade dos israelenses”, explicou a nota, acrescentando que, por essa razão, Londres participou como observador e não assinou a declaração.
No mesmo tom, Israel criticou a conferência, classificando-a de “inútil”.
“Essa conferência internacional e as resoluções das Nações Unidas apenas afastam as perspectivas de paz, dado que estimulam os palestinos a manter sua recusa a negociações diretas com Israel”, declarou o Ministério das Relações Exteriores em Jerusalém.
D.N.


