Parte dos torcedores da Seleção Brasileira possuem algum tipo de mania ou superstição que são realizadas antes ou durante as partidas na Copa do Mundo. Em sua grande maioria, a camisa se destaca como um dos principais componentes desta crença.
Mesmo sem nenhuma interferência direta na pontuação da partida, muitos brasileiros não deixam de cumprir com esses métodos, que já fazem parte da nossa cultura. Nesse sentido, alguns torcedores da Região do Cariri e da Serra da Ibiapaba comentaram um pouco sobre o que fazem antes de cada disputa. Segundo eles, cumprir seus hábitos ajuda o Brasil a trazer a tão esperada taça.
Um dos elementos mais utilizados é o uso da camisa do time. Em seus tipos variados de cores, muitas pessoas acreditam que estando com elas no momento da partida ajuda a transmitir boas vibrações para o time. “Eu faço, particularmente. Utilizo o uniforme da nossa Seleção, se ela for jogar de amarelo ou de azul. Também prefiro escolher um canto da sala pra assistir ao jogo porque isso já é uma superstição”, afirma o universitário Pedro Henrique Alves, de Guaraciaba do Norte.

Quem também compartilha do mesmo hábito é o comerciante de Juazeiro do Norte, João Batista. “No meu caso, eu tenho uma camisa de 2002, quando eu fiquei bem interessado. Aí ganhei de presente ela. Até hoje, todas as copas, eu visto essa mesma camisa. Toda vez que vai jogar, não compro outra”, conta.
Há ainda quem opte por assistir aos jogos em diferentes locais como forma de emanar positividade. “Não repito o mesmo local para assistir. Para mim, isso dá como se fosse uma energia negativa. O último jogo eu assisti na casa da minha mãe, com meu namorado, e antes eu tinha assistido o jogo com o Marrocos. Como ele empatou, eu não gostei, aí agora a gente fica só mudando”, afirma a juazeirense Edilânia Santos.
Em ano de Copa do Mundo, cada torcedor parece voltar ao passado: o adulto reencontra a criança que sonhava, a rua ganha cores e cada brasileiro guarda no peito a esperança de ver a seleção vencer mais uma vez.
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*Reportagem: Amanda Braga e Gean Rodrigues
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