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Criada há 105 anos, vacina BCG segue sendo um imunizante essencial

Todos os brasileiros possuem uma marca quase de nascença, essencial para o desenvolvimento saudável. Logo nas primeiras horas após o parto, as crianças recebem um sinal que ficará para o resto de suas vidas e contribui para contar uma história. Tal marca é a cicatriz resultante do efeito da vacina BCG, presente no calendário vacinal do Brasil para contribuir com o controle de doenças como a tuberculose.

Criada há 105 anos, vacina BCG segue sendo um imunizante essencial
Foto: Reprodução

O imunizante, que tem como nome Bacilo de Calmette e Guérin, foi descoberto em 1º de julho de 1921 pelo médico Albert Calmette e pelo médico veterinário Camille Guérin. A vacina chegou ao Brasil em 1925, após os criadores terem realizado a distribuição em vários institutos de pesquisa em todo mundo.

Anos depois, em 1970, a vacinação passou a ser obrigatória para todos os recém-nascidos e começou a ser ofertada para as crianças até os quatro anos de idade, através do Programa Nacional de Imunização (PNI).

A vacina, importante no combate à doenças como meningite tuberculosa e tuberculose miliar, foi celebrada em todo o território nacional na última quarta-feira (1º/07), em alusão à sua data de criação. Destacando o papel da BCG na saúde da população, diversas instituições públicas e especialistas em saúde apontam a relevância da imunização para o controle e erradicação de enfermidades.

“A vacinação com a BCG é fundamental porque protege os recém-nascidos, os bebês, justamente nessa fase onde eles são mais vulneráveis às formas graves da tuberculose, estão com o processo do sistema imunológico em desenvolvimento, então é muito importante que a vacina seja aplicada realmente para nessa fase logo após o nascimento pensando nessa proteção e dos bebês para o resto da vida”, conta Ana Karine Borges, Coordenadora de Imunização do Ceará.

Criada há 105 anos, vacina BCG segue sendo um imunizante essencial
Foto: Reprodução

A profissional explicou como funciona a distribuição do imunizante em todo o estado. “No Ceará a Secretaria da Saúde do Estado recebe as doses que são enviadas pelo Ministério da Saúde e faz a distribuição mensalmente para os 184 municípios garantindo que a vacina seja transportada e armazenada em condições adequadas até chegar às unidades de saúde que sejam as maternidades ou que sejam os postos de saúde. A orientação em que a vacina da BCG seja aplicada ainda na maternidade antes da alta do recém-nascido”, pontuou.

Ainda segundo a coordenadora, nos últimos cinco anos, a cobertura vacinal da BCG teve um aumento significativo no Ceará. Em 2021, a cobertura vacinal foi em torno de 70% e os resultados superam a meta em 2026 com os índices muito acima do esperado, de 93%. Afinal, a meta de cobertura vacinal é de 90% para a vacina BCG.

“Esperamos que a gente possa continuar sempre nesse alcance de coberturas vacinais para que a gente possa alcançar esse objetivo tão primordial para a imunização e proteção dos nossos bebês, das nossas crianças, garantindo a proteção para o resto da vida.”, concluiu a especialista.

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