Os sete candidatos para as primárias da esquerda francesa para a eleição presidencial tentaram marcar pontos ontem em seu primeiro debate televisionado, a dez dias de uma votação em que pesa a incerteza sobre a mobilização dos eleitores.
As pesquisas realizadas nos últimos dois anos e meio não apontam um representante do partido socialista no segundo turno das eleições presidenciais de maio e, de acordo com enquetes mais recentes, a eleição promete ser um duelo apertado entre a direita e a extrema direita.
Depois de cinco anos de mandato de François Hollande, marcados por uma impopularidade recorde, a esquerda entra neste ciclo eleitoral fraturada.
Disputa
Além de seus adversários de direita (François Fillon) e da Frente Nacional (Marine Le Pen), o vencedor das primárias terá de enfrentar dois adversários de seu próprio campo que decidiram se lançar sozinhos: o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, e o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, de 38 anos, cujos comícios têm atraído multidões.
Cinco ex-ministros de François Hollande estão competindo: o ex-primeiro-ministro Manuel Valls, apontado como favorito, Arnaud Montebourg (Economia), Benoît Hamon e Vincent Peillon (Educação) e Sylvia Pinel (Habitação), única candidata do sexo feminino.
Mobilização
Jean-Luc Bennahmias, centrista de esquerda, e François de Rugy, ecologista, completam os pretendentes à disputa organizada nos dias 22 e 29 de janeiro.
Três temas foram discutidos durante o primeiro debate: as questões econômicas e sociais; terrorismo; e, finalmente, os valores da República, o secularismo e o lugar do Islã na França.
Outros dois debates estão previstos, o último deles no dia 29.
D.N.


