Pessoas de 15 anos ou mais que não são capazes de ler e escrever nem ao menos um bilhete simples. Esses são os dois principais critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para enquadrar um brasileiro nos índices de analfabetismo. Sendo assim, seguindo essa lista, o país já registra 11 milhões de analfabetos.
No dia 30 de junho deste ano, o MEC lançou o Sistema Online de Recursos para a Alfabetização, apelidado de Sora. A plataforma foi desenvolvida para apoiar professores e trabalhadores da educação no planejamento e execução de atividades de ensino para alunos que estão aprendendo a ler e escrever.
No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado nesta quarta-feira, dia 8 de setembro, uma pesquisa divulgada pela Unicef mostra que o número de crianças e adolescentes sem acesso à educação no Brasil saltou de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Nestes aspectos, é inegável que a pandemia da Covid-19 afetou diretamente a aprendizagem destes estudantes, sobretudo os da rede pública. Para se ter uma noção, destes 5,1 milhões, 41% têm entre 6 e 10 anos, faixa etária em que ocorre a alfabetização.
Porém, existem prognósticos para amenizar a situação. De acordo com o Plano Nacional de Educação, que estabelece o que deve ser feito para melhorar o setor no país, a expectativa é zerar a taxa de analfabetismo até 2024.

