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El niño deve elevar inflação e alta nos preços, prevê Ministério da Fazenda

O Ministério da Fazenda aumentou a prévia da inflação deste ano. A projeção inicial era de 4,5% para 2026, mas esse percentual deve se elevar em razão do El Niño. O fenômeno climático causa mudanças e pode mudar os padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo.

Foto: Reprodução

Débora Freire, secretária de Política Econômica da pasta, concedeu entrevista ao portal Jota, e afirmou que o Governo Federal já entende que o fenômeno deve ser “robusto”.

“A gente já esperava um El Niño mais agressivo, mas agora esse cenário está se consolidando de forma mais robusta. Então, devido a isso, a gente entende que há um risco, há um vetor altista para a inflação neste ano”, disse ela.

A nova projeção segundo a secretária deve ficar acima da meta do Banco Central de 4,5%, porém abaixo da expectativa do mercado, que está em 5,33% segundo o boletim Focus do BC divulgado essa semana.

Freio da inflação

A taxa básica de juros Selic, não deve ter tanta força para frear a inflação por conta do El Niño. O evento climático colidirá com a medida do Banco Central, coordenada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Em 9 meses de permanência em 15%, a maior taxa em 20 anos, o Copom já reduziu a Selic duas vezes nas reuniões de 18 de março e 17 de junho. As quedas foram de 0,25 p.p. e 0,5 p.p., respectivamente.

Mesmo com as reduções, a elevação da Selic se deu por pressões de inflação elevada e acima da meta. Mesmo que a longo prazo, a taxa alta desacelera a economia e cria um freio na inflação.

Ainda na entrevista, Débora Freire reconhece os desafios que a Selic alta não é único fator que vai diminuir a inflação ou reduzir os impactos provocados pelo El Niño. “Nossa expectativa é que o arcabouço fiscal faça a convergência da dívida pública no médio prazo, não no próximo ano”, afirmou.

Há fatores englobados nas medidas para segurar a inflação, ou ficar o mais perto da meta, segundo a secretária, que é a contenção dos gastos públicos, como aposentos e benefícios previdenciários.

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