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Eleitorado jovem cai no Ceará para as eleições de 2026; Ibiapaba segue tendência

O número de eleitores jovens para as eleições de 2026 no Ceará apresentou queda. O eleitorado com idade entre 16 e 17 anos, faixa em que o voto ainda é facultativo, representa a menor participação no processo eleitoral em comparação com 2022, ano em que ocorreram as últimas eleições gerais.

“Nós verificamos uma queda em relação ao eleitorado jovem, considerado para tanto o eleitorado com idade entre 16 e 17 anos, aquele para os quais o voto ainda é facultativo. Em 2022, nós tínhamos 131.463 eleitores nessa faixa etária e para 2026 nós teremos um público votante entre 16 e 17 anos de 119.327 eleitores”, aponta a secretária de eleições do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), Lorena Morais.

Na Ibiapaba, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores com 16 e 17 anos é de 6.538 nas nove cidades serranas. O cenário também desperta atenção por envolver justamente uma parcela do eleitorado que está tendo o primeiro contato com a participação política.

Eleitorado jovem cai no Ceará para as eleições de 2026; Ibiapaba segue tendência
Foto: Reprodução

“Na região da Ibiapaba, se considerarmos o eleitorado dos municípios que estão localizados ali naquela região do estado, Ibiapina, Tianguá, nós percebemos uma movimentação semelhante de um eleitorado que ora se mantém estável ou cresce em relação ao eleitorado de 2022, eleição geral como a deste ano, mas que é inferior ao eleitorado com 16 e 17 anos apto a votar nas eleições municipais de 2024”, explica Lorena.

Para as eleições de 2026, nas nove cidades da Serra da Ibiapaba, Viçosa do Ceará lidera o ranking com mais eleitores nessa faixa etária, totalizando 1.211 eleitores. Em seguida aparece Tianguá, com 1.101, e São Benedito ocupa a terceira colocação, com 971. Já o município com menor número de eleitores nesse grupo é Carnaubal, com 292 pessoas.

Sobre a baixa no eleitorado, um dos pontos a ser analisado é a não obrigatoriedade do voto para as pessoas com 16 e 17 anos. “Nós temos que também levar em consideração o seguinte, não há obrigatoriedade de voto para esse segmento de eleitores. Então, a obrigatoriedade como está dispensada, ou que é um fator decisivo, é uma campanha eleitoral, de conscientização, movido principalmente pelos órgãos de controladores e voltado para o direito eleitoral”, detalha o doutor em sociologia, Clésio Arruda.

De acordo com Clésio, outro fator que contribuiu para a menor participação dos jovens foram menores campanhas de motivação à retirada do título de eleitor. “Ao que me consta, nestas eleições nós não tivemos campanhas bem articuladas como nas eleições anteriores. Eu diria não na última, mas em um conjunto de eleições passadas em que foram feitas campanhas publicitárias a partir do Tribunal Eleitoral, que comandou junto a mídia, junto a rádios e com certeza isso tem sempre um impacto positivo”, afirma.

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