A Sociedade Brasileira de Cardiologia do Ceará (SBC/CE), o Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (CREF5/CE), a Associação Médica Cearense (AMC) e a Comissão de Saúde e Direito Médico da OAB-CE apresentam, nesta terça-feira (12), uma Nota Técnica conjunta com propostas para reforçar medidas de emergência em academias e estabelecimentos esportivos no Ceará.
O documento será divulgado às 14h30, no auditório da Associação Médica Cearense, em Fortaleza, e defende a obrigatoriedade da instalação de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) e da realização de treinamentos periódicos em Suporte Básico de Vida (SBV/TECA) para funcionários de academias, estúdios de pilates, boxes de crossfit e espaços similares.
A iniciativa ocorre após o registro de mortes súbitas em academias da capital cearense nos últimos meses. As entidades classificam o cenário como uma situação de atenção em saúde pública, que exige medidas de prevenção e resposta rápida em casos de emergência.
Durante o encontro, as instituições também devem apresentar propostas de colaboração com o poder público, incluindo apoio na elaboração de protocolos, capacitação de profissionais e construção de medidas legislativas voltadas à segurança dos frequentadores desses espaços.
O documento destaca ainda lacunas na legislação vigente em Fortaleza e no Ceará, defendendo a ampliação das exigências para instalação de equipamentos de emergência e treinamento obrigatório em estabelecimentos do setor.
As entidades recomendam que academias disponham de ao menos um desfibrilador por andar, em local de fácil acesso e sinalização adequada, além da capacitação de profissionais como instrutores, recepcionistas e seguranças. A proposta também prevê a atualização periódica dos treinamentos e a manutenção regular dos equipamentos.


