Três grupos rebeldes sírios pró-turcos anunciaram ontem ter tomado a cidade de Al Bab, último reduto do grupo Estado Islâmico (EI) na província de Aleppo, no norte da Síria. A Turquia, por sua vez, informou que estava sendo feita a varredura de alguns setores, e o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou que combatentes do EI ainda estão presentes em partes da cidade e que os rebeldes controlam menos da metade dela.
“Anunciamos a libertação total da cidade de Al Bab e procedemos à retirada das minas dos bairros residenciais”, informou Ahmad Othman, chefe de Sultan Murad, um dos três grupos rebeldes que afirmaram ter se apoderado da localidade.
“Quarta-feira tomamos o centro da cidade, que era o quartel general do EI (…) os extremistas recuaram pela manhã, e assim concluímos a operação”, afirmou Saïf Abu Bakr, chefe da formação rebelde Al-Hamza.
O ministro turco da Defesa, Fikri Isik, mostrou-se mais prudente, indicando à agência de notícias pró-governo Anadolu que “a cidade de Al-Bab está praticamente sob controle”.
Os rebeldes lançaram sua ofensiva para capturar Al-Bab no ano passado, com o apoio de tropas terrestres, artilharia e ataques aéreos turcos. Al Bab é o último reduto ainda sob controle do EI na província de Aleppo.
A retomada cidade representa grande vitória para Ancara.
Iraque
A névoa matinal ainda não havia desaparecido quando as primeiras unidades da divisão de resposta rápida do exército do Iraque começaram a expulsar os extremistas do Estado Islâmico do aeroporto de Mossul.
A partir de uma colina nos arredores do povoado de Al Buseif, os soldados observam os helicópteros lançando foguetes contra o aeroporto e uma fábrica de açúcar próxima, nas mãos dos extremistas desde 2014.
Negociações
O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, abriu ontem, em Genebra, novas negociações de paz, apelando à “responsabilidade histórica” das partes, mas com poucas esperanças de uma solução rápida para o conflito
“Têm a oportunidade e a responsabilidade histórica de por fim a um conflito sangrento”, declarou Staffan de Mistura, expressando-se aos grupos inimigos sírios, a delegação do regime de Damasco e da oposição, frente à frente na mesma sala no Palácio das Nações da ONU.
D.N.


