
Um levantamento divulgado pelo Ministério da Educação aprensetou um alerta sobre a formação de professores no Brasil. De acordo com os dados apresentados, estudantes de cursos de licenciatura realizados na modalidade de ensino a distância (EAD) tiveram desempenho até 53,1% inferior em relação aos alunos matriculados em cursos presenciais.
O resultado retoma o debate sobre a qualidade da formação dos futuros profissionais responsáveis pela educação básica do país. Os números fazem parte da avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicada pelo Ministério da Educação.
O estudo analisou cursos voltados à formação de professores, como Pedagogia e licenciaturas em diferentes áreas. Em praticamente todos os cenários avaliados, os estudantes do ensino presencial apresentaram resultados superiores aos registrados na modalidade remota.
Impacto da formação à distância
Segundo especialistas da área educacional, a diferença de desempenho está relacionada a diversos fatores. Entre eles, a menor vivência prática, a redução da interação presencial com professores e colegas e as dificuldades de acompanhamento pedagógico em parte dos cursos ofertados a distância. A preocupação aumenta diante do crescimento acelerado do EAD no Brasil nos últimos anos, principalmente nas graduações voltadas à formação docente.
O Ministério da Educação destacou que os dados não significam que todo curso a distância tenha baixa qualidade, mas reforçam a necessidade de maior fiscalização e acompanhamento das instituições de ensino superior. Além da diferença no desempenho acadêmico, o levantamento mostrou que a maior parte dos estudantes de licenciatura atualmente está matriculada em cursos a distância. O cenário preocupa pesquisadores e entidades ligadas à Educação, que defendem maior investimento em estrutura, formação prática e valorização da carreira docente.
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