
O resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão registrou um aumento em 2025, totalizando 1.991 profissionais que foram retirados destas condições. Com concentração maior no campo, a quantidade de pessoas em casos de trabalho escravo registrou um aumento de 5% quando comparado com o levantamento anterior.
Esse relatório faz parte da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que lançou a 40ª edição do estudo “Conflitos no Campo Brasil”. A pesquisa também mostra o aumento de outro dado negativo: o assassinato de 26 trabalhadores, o dobro da quantidade constatada no último levantamento.
Maior ocorrência do resgate do trabalho escravo
Segundo os organizadores do relatório, 586 pessoas foram resgatadas somente na construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte, no Mato Grosso. De acordo com a CTP, esses profissionais foram “contratados” no Norte e no Nordeste do país.
O grupo era obrigado a dormir em quartos precários e superlotados. Além disso, a alimentação era precária e o acesso à água e à energia elétrica eram limitados. Fora a usina mencionada, o resgate do trabalho escravo também ocorreu em lavouras, campos de cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154).
Conforme o estudo, esses são setores que historicamente concentram os maiores casos de trabalho escravo.


