Treze pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por envolvimento em um esquema de pirataria de conteúdo audiovisual e lavagem de dinheiro relacionado à operação de plataformas clandestinas de streaming. A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (14/09) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Entre os serviços investigados estão as plataformas “DezPila”, “Tyflex” e “Onlyflix”, que disponibilizavam filmes, séries e programação televisiva sem autorização. Os planos de assinatura custavam entre R$ 10 e R$ 90, enquanto a divulgação ocorria por sites, redes sociais e aplicativos como WhatsApp e Telegram. Os pagamentos eram realizados por meio de empresas de checkout e gateways.
Uma estrutura dividida em diferentes áreas teria sido utilizada pelo grupo, conforme apontaram as investigações. Os núcleos eram responsáveis por programação, marketing e suporte financeiro. Para movimentar os recursos, os investigados teriam recorrido a “laranjas”, empresas de fachada e sociedades registradas em um mesmo endereço fiscal.

Outro mecanismo identificado durante a apuração envolvia o uso de criptomoedas. Os valores eram movimentados por meio de criptoativos, posteriormente convertidos em moeda corrente. Equipamentos destinados à mineração de criptomoedas também faziam parte da estrutura, segundo o MPCE, o que teria contribuído para dificultar o rastreamento das transações financeiras.
Os denunciados responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e violação de direitos autorais.
Operação
Deflagrada em 11 de novembro de 2025, a Operação Endpoint cumpriu cinco mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em Fortaleza e outras quatro cidades cearenses, além de municípios de Alagoas e Santa Catarina. Na ocasião, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, carteiras físicas de criptomoedas, cerca de R$ 50 mil em espécie e 217 máquinas de mineração.
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