A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil entre 2026 e 2028, com risco de 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Em Fortaleza, são esperados 1.200 novos diagnósticos em 2026, o equivalente a uma taxa bruta de incidência de 85,80 casos por 100 mil mulheres.

Sendo assim, vale destacar que mais do que concentrar a prevenção na mamografia e no Outubro Rosa, o acompanhamento médico deve fazer parte da rotina ao longo do ano. Consultas periódicas permitem observar alterações nas mamas e também investigar sintomas ginecológicos, hormonais e sexuais, como mudanças no ciclo menstrual, sangramentos anormais, dores, ressecamento vaginal e redução da libido.
“A consulta de rotina é um momento importante para avaliar a saúde da mulher de forma integral. Não devemos olhar apenas para um exame ou para um órgão específico, mas para o conjunto de fatores que podem interferir na saúde e na qualidade de vida”, explica a ginecologista e obstetra Fernanda Rios.
Sintomas
Durante o climatério e a menopausa, manifestações como ondas de calor, alterações do sono, mudanças de humor, ressecamento vaginal e desconforto nas relações sexuais também devem ser avaliadas. Embora sejam frequentes nessa fase, esses sintomas não precisam ser naturalizados.

Para mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama, a atenção à saúde íntima pode ser ainda mais importante. Algumas terapias podem provocar alterações hormonais e sintomas semelhantes aos da menopausa, enquanto a terapia hormonal pode não ser indicada em determinadas situações.
Tratamento
Entre as alternativas estudadas para alguns desses sintomas está o laser íntimo de CO₂, que busca estimular a remodelação do tecido vaginal sem o uso de hormônios. A médica ressalta, porém, que qualquer estratégia deve considerar o histórico oncológico, o tratamento realizado e as condições de saúde de cada paciente.
“O Outubro Rosa é muito importante para chamar atenção para o câncer de mama, mas também precisamos lembrar que a saúde da mulher exige acompanhamento durante todo o ano. Prevenir também é conhecer o próprio corpo, manter as consultas em dia e procurar ajuda quando alguma coisa mudar”, conclui a especialista.
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