Israel aprovou ontem a construção de 2.500 residências na Cisjordânia ocupada, o maior anúncio deste tipo em anos, aproveitando a situação mais favorável em Washington após a chegada de Donald Trump à Casa Branca.
O ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, decidiram aprovar a construção de 2.500 unidades habitacionais “para atender as necessidades de moradia e da vida cotidiana”, anunciou um porta-voz do Ministério da Defesa, quatro dias depois da posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
Trata-se da segunda decisão israelense sobre a colonização em apenas dois dias, após a autorização, por parte da cidade de Jerusalém, da construção de 566 residências nos bairros de colonos de Jerusalém Oriental, parte majoritariamente palestina que foi ocupada e anexada por Israel.
Este anúncio reflete a vontade claramente afirmada pelo governo israelense de aproveitar a nova situação criada após a chegada de Trump à Casa Branca, depois de oito anos de oposição de Obama à colonização.
AFP


