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Justiça gaúcha proíbe Cobasi de vender animais em shoppings

A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que a rede de lojas Cobasi está proibida de vender animais em shoppings, após uma decisão tomada nesta segunda-feira (08/07). A medida foi motivada por um pedido do deputado federal Célio Studart (PSD – CE), em resposta ao incidente ocorrido em maio. Na época, cerca de 170 animais morreram afogados em uma filial da empresa em Porto Alegre devido a uma enchente.

A juíza Patricia Antunes Laydner, responsável pelo caso, estipulou que uma multa diária de R$ 1 mil deve ser paga pela Cobasi em caso de descumprimento da ordem. Vale ressaltar que a venda de animais continuará permitida em lojas que não estão localizadas em shoppings, mas a decisão pode ser revista se a empresa não cumprir com o plano de contingência, que visa priorizar o resgate dos animais.

Após a decisão, a empresa tem um prazo de cinco dias para transferir todos os animais das lojas situadas em shoppings. Por sua vez, o deputado Célio Studart expressou satisfação com a conclusão da magistrada.

“O Ministério Público do Rio Grande do Sul já havia se mostrado favorável à nossa causa. Agora, com a Justiça, a medida busca evitar que essa tragédia se repita. Os animais não podem ser tratados como mercadorias e devem ser respeitados,” afirmou o deputado Célio Studart.

Justiça gaúcha proíbe Cobasi de vender animais em shoppings
Foto: Divulgação/Cobasi

Relembre o caso

Em maio, uma enchente atingiu a loja da Cobasi localizada no subsolo do Praia de Belas Shopping, em Porto Alegre, resultando na morte de dezenas de animais que estavam na unidade. Segundo relatos, os computadores foram protegidos no mezanino, enquanto os animais ficaram no subsolo, que acabou inundado.

O Praia de Belas Shopping afirmou que a Cobasi foi alertada sobre o “risco de alagamento severo” e que o shopping ofereceu assistência para o acesso ao local. A Cobasi, por sua vez, declarou que o acesso à loja se tornou impossível devido ao nível da água, e que os funcionários saíram emergencialmente conforme orientação das autoridades.

A empresa também garantiu que os animais estavam seguros e recebendo os cuidados necessários até o retorno dos colaboradores. Em uma nota oficial, a Cobasi expressou pesar pelo ocorrido e explicou que “apesar das tentativas constantes nos últimos dias, não foi possível o acesso seguro à loja devido ao nível da água”.

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