De acordo com dados do Fundo de População das Nações Unidas, um a cada sete bebês são frutos de uma gravidez na adolescência. Uma situação nesta fase da vida pode acarretar problemas físicos, psicológicos e estruturais, conforme é possível constatar na situação vivida pela adolescente identificada apenas como Expedita. Moradora de Tamboril, a 250km de Fortaleza, a jovem de 16 anos está no 7º mês de gestação e expõe a sua situação em busca de apoio.
O fato ganhou repercussão após uma live realizada pelo comunicador de Tamboril, Gabriel Oliveira, através de uma rede social. O profissional recebeu o convite da mãe da adolescente para divulgar a situação, com o objetivo de fazer com que o fato chegasse ao maior número de pessoas possíveis. Conforme é possível observar nas imagens, Expedita mora numa casa simples com a mãe e mais três irmãs.
A única renda da casa advém da verba repassada pelo programa Bolsa Família, no valor de R$ 150. O dinheiro é a única fonte de sustento para que as quatro pessoas da casa possam arcar com conta de água, conta de energia, alimentação e gás. Este último item, em falta, teve de ser substituído pelo fogão à lenha, que dona Antônia, mãe da adolescente, teve de preparar com carvão, devido ao dinheiro insuficiente para a compra de um botijão contendo o produto.

Pai
Expedita conta que o pai da criança, morador de Crateús, município vizinho, passou a rejeitar o bebê após os primeiros dois meses de gestação. Ela afirma que a família do homem de 18 anos não fornece nenhum tipo de ajuda, justificando que necessita da realização do exame de DNA para a comprovação da paternidade. “Eu não tenho dúvidas de que o filho é dele. Eu pedi para que a família dele pagasse o exame de DNA, já que eu não tenho condições, mas não se importaram”, explicou.
De acordo com a adolescente, o bebê é um menino, e sua chegada está prevista para o dia 16 de junho. Além das necessidades da casa, sem estudar e sem estar trabalhando, a mãe da criança solicita o auxílio de utensílios como fraldas, roupas, dentre outros itens básicos, que possam dar suporte ao recém nascido daqui a cerca de 47 dias.
Na conversa com o comunicador Gabriel, ela faz questão de deixar claro que sempre buscou um diálogo com a família paterna da criança. “Conversei com o pai do meu ex-companheiro e ele disse que era pra eu dar a criança, que ele não queria nem ver quando ela nascesse”. No mesmo instante, dona Antônia intervém. Apesar das dificuldades, ela é enfática: “Não tenho coragem de dar a criança, a gravidez foi toda na minha casa, de um jeito ou de outro nós vamos criar”.
Ajuda
Os interessados em colaborar com o filho de Expedita devem entrar em contato através do telefone (88)9-81532386. Acompanhe toda a live que retrata este caso clicando aqui.


