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Ministério da Fazenda alerta para golpe com falso cadastro no Novo Desenrola

O Novo Desenrola Brasil tem sido usado por criminosos para aplicar golpes em consumidores endividados. A fraude ocorre por meio de sites falsos que imitam páginas do Governo Federal e cobram taxas indevidas via Pix para uma suposta adesão ao programa. O Ministério da Fazenda e especialistas em cibersegurança alertaram para o esquema.

Criado em maio deste ano, o programa permite renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com atraso entre 90 dias e dois anos. Os descontos podem chegar a 90%, com parcelamento em até 48 vezes e juros limitados a 1,99% ao mês. Os golpistas desenvolveram páginas falsas com aparência semelhante à de portais oficiais do governo, incluindo uso de identidade visual e endereços parecidos com o domínio “gov.br”.

A divulgação das fraudes ocorre principalmente por redes sociais, aplicativos de mensagens e anúncios patrocinados. Nas publicações, os criminosos prometem descontos acima dos previstos oficialmente e até “limpeza do nome” em poucos dias.

Ministério alerta para golpe com falso cadastro no Novo Desenrola
Foto: Governo Federal

Após acessar os links, as vítimas são orientadas a informar CPF e dados financeiros para verificar uma suposta elegibilidade ao programa. Em seguida, o site solicita o pagamento de uma falsa “taxa administrativa”. Na maior parte dos casos, a cobrança é feita via Pix, geralmente no valor de R$ 92,80. Depois da transferência, o consumidor não recebe qualquer benefício.

Em alerta divulgado sobre o caso, o Ministério da Fazenda reforçou que o Novo Desenrola Brasil não cobra pagamentos antecipados. A pasta também esclareceu que o programa não possui plataforma oficial para negociações centralizadas, que devem ser feitas diretamente com bancos e instituições financeiras.

Além do prejuízo financeiro, o golpe também expõe dados pessoais das vítimas. Informações como CPF, telefone e situação financeira podem ser utilizadas em outras fraudes e abertura irregular de crédito. Especialistas em segurança digital recomendam que consumidores desconfiem de promessas exageradas, evitem acessar links enviados por mensagens e verifiquem se o endereço do site termina em “gov.br”.

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