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Missão Impossível 7 prova a força da franquia e de Tom Cruise (Crítica)

Pela terceira vez dirigido por Christopher McQuarrie (Jack Reacher), a franquia Missão Impossível chega ao seu sétimo filme entregando o melhor de seu arsenal, juntamente com um Tom Cruise definitivamente em seu auge.

Adiado devido à pandemia do coronavírus, Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte 1 só pode ser lançado nos cinemas em julho de 2023. Porém, talvez nem mesmo os melhores agentes da IMF iriam imaginar que este lançamento teria um timing tão perfeito para a compreensão e o debate em torno dos assuntos abordados neste filme. 

Uma inteligência artificial como a grande vilã de uma história não é uma novidade para quem conhece Exterminador do Futuro, mas devido aos reais avanços em nossa tecnologia, ao ponto de IAs dizerem que poderiam gerir melhor nosso planeta, muitas discussões e medos em torno deste assunto estão tornando comuns em nosso cotidiano. Isso faz com que o novo filme de Missão: Impossível seja mais possível do que se pode imaginar, principalmente quando percebemos que seria muito provável o mundo entrar em uma guerra para ver qual país controlaria esta inteligência artificial dominadora. 

Tom Cruise, Rebecca Ferguson, Simon Pegg and Ving Rhames in Mission: Impossible Dead Reckoning – Part One from Paramount Pictures and Skydance.

Mais uma vez, Ethan Hunt (Tom Cruise) toma seu próprio partido em uma guerra que não deveria estar acontecendo, e em uma narrativa de um verdadeiro espião, vemos o famoso agente da Força Tarefa Missão Impossível enfrentar um desafio que vai além do profissional, e chega a ser pessoal. Tendo que lidar com um antigo adversário vivido por Esai Morales (La Bamba), o protagonista nos guia em cenas de espionagem e de ação praticamente impecáveis dirigidas por Christopher McQuarrie.

Além das cenas de ação e de espionagem, o longa-metragem quase chega a ser visceral, devido ao grande apreço que Tom Cruise tem em deixar os seus filmes o mais real possível. Isso é um detalhe que merece ser destacado, pois cada vez mais estamos vendo produções cinematográficas feitas inteiramente de maneira digital, enquanto projetos como este e a franquia John Wick mostram a força que locações reais e efeitos práticos possuem. Não é à toa que é notório quando Acerto de Contas – Parte 1 usa computação gráfica, tirando um pouco da impactante imersão que o filme entrega. 

Um detalhe a ser destacado, é como McQuarrie e o editor do filme, Eddie Hamilton (Top Gun: Maverick), sabem trabalhar os respiros na narrativa. Isso sendo nas cenas de ação, onde há momentos cômicos certeiros de Cruise e Hayley Atwell (Agente Carter), ou em diálogos importantes. Isso faz com que o filme não fique maçante e monótono para o espectador. 

A personagem de Atwell também é um ponto de destaque na história, não só por ser interessante e pela sua ótima química com Ethan, mas também pelo fato dela ser um contraponto ao restante dos personagens, já que ela é apenas ladra, mostrando o porquê de todos os agentes na narrativa são quase invencíveis. Isso explica que não é só estar em um filme de Missão Impossível que automaticamente alguém será super habilidoso.

Hayley Atwell and Tom Cruise in Mission: Impossible Dead Reckoning – Part One from Paramount Pictures and Skydance.

Algo que particularmente me incomoda, não só neste filme, mas também nos outros da franquia, é fato de que pouco vermos o protagonista tendo perdas reais, e quando elas acontecem não são muito aproveitadas. Algo que acontece em Acerto de Contas – Parte 1, uma perda que poderia ser melhor sentida e aproveitada. 

Todos os atos são muito bem montados e divididos, onde cada um possui uma grande sequência de ação e espionagem, que valerá a compra do seu ingresso, principalmente se for assistir em uma sala IMAX ou Dolby Atmos. Apesar de mais caras, este é um dos poucos filmes que eu sinto uma real grande diferença em assistir numa sala como essas, fazendo com que seja um bom investimento para aproveitar cada imagem e som.

Por fim, Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte 1 é quase a experiência definitiva da franquia. Ele apenas peca em entregar uma maior carga emocional ao seu protagonista e também por ser uma história inacabada, algo comum em narrativas divididas em metades, mas que no futuro melhoram com o lançamento de sua continuação. Contudo, no restante, para mim, o filme parece impecável, seja de aspectos técnicos a atuação.

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