
A morte de uma criança no município de Ipu, a 315km de Fortaleza, levantou questionamentos sobre o serviço prestado pelo Hospital Municipal Doutor José Evangelista de Oliveira. Segundo moradores da cidade, o pequeno Luiz Henrique Cavalcante foi vítima de negligência por parte do equipamento.
O fato repercutiu e levou à manifestações de internautas pelas redes sociais. Segundo Soraya Mororó, a criança apresentava fortes dores abdominais. No entanto, em sua visão, os profissionais do hospital não trataram da situação conforme a gravidade apresentada.
“Os médicos não queriam tirar a vida de ninguém. Creio que é só o que eles têm para trabalhar: soro e dipirona. Mandaram a criança para casa sem sequer fazerem uma ultrassom”, critica.
Ainda de acordo com Soraya, a família de Luiz Henrique levou a criança para a rede particular diante dos sintomas que só se agravavam. Em sua segunda consulta, foi constatada a necessidade de uma cirurgia. Após o procedimento, a criança não resistiu. “Voltou para o hospital público de Ipu para fazer a cirurgia um médico que faz 30 procedimentos por dia. A apendicite da criança já estava muito inflamada. Infelizmente não resistiu”, lamentou.
Para Suzana Ferreira, moradora de Ipu que também se revoltou com o caso, é preciso também levar em consideração a primeira abordagem dos profissionais com a criança. “Se o médico tivesse examinado corretamente essa criança, nada disso teria acontecido. Uma cirurgia tão simples poderia ter salvado a vida desse inocente. Hoje os pais choram a perda da alegria da casa. E essa família nunca mais vai ser a mesma”.
Prefeitura de Ipu
Em nota, a Secretaria de Saúde de Ipu definiu o caso como uma fatalidade. A pasta afirmou que a criança não foi desassistida em nenhum momento, contando com todo o apoio da equipe médica e da equipe de enfermagem.
De acordo com a Secretaria, todos os protocolos médicos foram seguidos corretamente, com todos os medicamentos e acessórios disponíveis para o trabalho que foi realizado.
A pasta também destacou que todos os profissionais do Hospital Municipal Doutor José Evangelista de Oliveira possuem habilitação exigida, estando legalmente habilitados para exercer suas funções.
“Tudo que esteve ao alcance da equipe de profissionais do hospital foi realizado, acabando assim com quaisquer notícias falsas que circulam em mídias sociais ou em outros meios de comunicação. Lamentamos o ocorrido e prestamos solidariedade e apoio à família”, diz um trecho do documento.


