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MP pede R$ 120 milhões de Virginia Fonseca e da Blaze por supostas práticas abusivas

Foto: Reprodução/Senado Federal

O Ministério Público do Distrito Federal ajuizou uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e o site de apostas Blaze, solicitando o pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. A petição foi apresentada na quarta-feira (8), mas ainda será analisada pela Justiça.

O pedido do MP levou em consideração indícios de “práticas abusivas, retenção sistemática de valores e imposição de metas de apostas aparentemente inatingíveis”. Por esse motivo, o órgão requer a condenação solidária da Blaze e da influenciadora.

O valor da indenização foi estimado com base na projeção de que a Blaze movimentaria aproximadamente R$ 600 milhões por ano em receita bruta de jogos (GGR).

“Os documentos evidenciam que a Blaze adota uma estratégia sistemática de envio ostensivo e direcionado de e-mails aos consumidores cadastrados. A prática incentiva ativamente a realização de apostas por meio de ofertas com linguagem persuasiva, senso de urgência artificial e promessas de benefícios com elevado apelo comercial”, escreveu o MP.

Reclamações contra a Blaze

O relatório técnico reuniu mais de 42 mil reclamações contra o site de apostas. Há indícios de um padrão recorrente de possíveis violações aos direitos do consumidor.

Na Copa do Mundo de 2026, inclusive, a influenciadora Virginia Fonseca chegou a incentivar seguidores a realizar apostas na plataforma Blaze sem deixar evidente que se tratava de publicidade. Isso ocorreu durante o jogo da Argentina contra Cabo Verde.

Para analisar as práticas publicitárias da Blaze e reunir evidências, servidores do MP do Distrito Federal chegaram a se cadastrar na plataforma e realizaram o monitoramento das publicidades da empresa.

Pedidos do MP à Blaze

Considerando os impactos causados pelas apostas, a ação do Ministério Público pediu a retirada de publicidades que prometem lucros fixos, sugerem renda extra ou asseguram ganhos.

O órgão também solicitou o custeio e a divulgação de uma campanha de contrapropaganda educativa sobre os riscos do jogo, os direitos do consumidor e o superendividamento.

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