
As declarações do pastor Davi Góes, do Ministério Canaã, em meio a um culto evangélico, repercutiram de forma negativa para o religioso. Nesta quinta-feira (23/12), o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) intimou Góes a esclarecer o discurso realizado por ele, de que a vacina chinesa CoronaVac causaria câncer e HIV.
No documento, o órgão concede 15 dias para que o pastor justifique que está abalizado para propagar a informação. O MPCE exige documentos como capacitações técnicas, científicas, sanitárias ou médicas, por meio de comprovante idôneo, diplomas ou certificados reconhecidos para credenciá-lo como especialista qualificado a emitir uma análise sobre tema abordado no referido evento religioso.
Em entrevista a um portal local, Góes afirma que está sendo vítima de fake news, enfatizando que apenas usou o seu direito de emitir uma opinião. Caso sejam constatados indícios de que o líder religioso infringiu a lei estadual do Ceará, que proíbe a disseminação das chamadas “fake news”, o religioso estará sujeito a multa de R$ 2 mil.


